sexta-feira, novembro 19, 2010

Poesia Mode ON #3

RETIREI SEU RETRATO DA CARTEIRA
SEM TIRAR SEU AMOR DO CORAÇÃO

Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu,
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
-
Da carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar esse amor por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
-
Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.
-
Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
120 batidas por minuto
São as 20 por mim, e as 100 por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.


-Zé Adalberto do Caroço do Juá-
Poeta Pernambucano

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ps.: negrito de Carla Accioly.
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Um comentário:

  1. José Adalberto Ferreira nasceu aos 25 de junho de 1962, no sítio Juá, município de Itapetim, Pernambuco. Publicou em 2005 o versátil livro de poesias “No Caroço do Juá”. Sempre residiu em seu torrão natal, e talvez por isso reconheça tão facilmente os valores e as belezas do seu Pajeú. Mas seu poetar diversificado não o impede de passear por todos os temas e motes. Logo de início em seu livro encoraja quem ainda não revelou seus escritos, e que não abra mão do seu direito, sem medo do julgamento dos doutores e entendidos, a plêiade. Como já disse um irmão meu, corroborando com Zé Adalberto, “o melhor elogio é um incentivo!”.

    Fonte: http://poetasencantadores.blogspot.com/2010/02/jose-adalberto-ferreira-estimulo-e-pra.html

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