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sábado, fevereiro 23, 2013

A culpa é da internet?



A maioria dos diretores de companhias que oferecem serviços para encontros e possíveis namoros através da internet reconhecem que o aumento da oferta desse tipo de ferramenta certamente virá acompanhada de uma diminuição do compromisso nas relações entre casais. Um diretor de um serviço baseado no Reino Unido entrevistado pela revista “The Atlantic” de fevereiro, afirma que “o futuro verá melhores relacionamentos, mas também mais divórcios”. Alguns desses diretores afirmam inclusive que ao colocarem pessoas interessantes em contato umas com as outras, essa “oferta” fará com que o casamento se torne obsoleto.

Outros sugerem que muitas pessoas se inclinariam a romper relacionamentos atuais influenciadas pela noção de que há literalmente um mundo de oportunidades e alternativas lá fora. A comunicação e a conexão com tanta gente de tantos lugares levaria a uma diminuição do esforço e do compromisso em direção a uniões mais duradouras.

De todos os executivos envolvidos com esse tipo de serviço na internet entrevistados para um livro lançado recentemente1, somente um discordou da visão de que esse empreendimento levaria a uma diminuição dos compromissos e a um aumento dos divórcios. Para esse, um serviço de namoros online não muda o comportamento de cada indivíduo, os seus interesses, se é um tipo que só busca relações fortuitas ou se busca uma relação duradoura. “Encontrar o seu par pela Internet é um serviço que nada mais faz do que remover uma barreira para que esse encontro suceda”. O resto teria a ver com a personalidade e as escolhas de cada um, e isso independe do serviço brindado por sua companhia.

Fiquei pensando nessa única voz discordante da ideia de que os serviços de encontros on line seriam os grandes vilões da história. Sei que possivelmente sua real intenção seja apenas a de proteger a reputação de seu negócio, numa jogada defensiva. Mas ainda que sua preocupação seja somente monetária, pensemos por um momento se ele não teria razão em sugerir que cada um é responsável pelo que faz, sejam quais forem as circunstâncias. 

“Conheci tanta gente interessante lá!” E esse “lá” pode ser uma viagem, um curso, um novo ambiente de trabalho, ou os famigerados serviços que arranjam encontros pela rede. “Só depois de 20 anos de casado é que vim a descobrir a paixão de minha vida!” Sim, é bastante possível que quanto mais o tempo passe, mais gente interessante você venha a conhecer. Mas, sob todos os aspectos, a vida é feita de decisões que você toma a cada dia. Podem ser pequenas ou grandes, mas desconfio que justamente esses detalhes das escolhas diárias, aparentemente sem tanta importância, os que mais diferença trarão ao longo prazo, na minha vida ou em minha relação a dois. 

Ou seja, eu não posso, com o risco de ser profundamente desonesto, transferir a culpa para situações externas do contexto. Sabe aquela manchete de jornal: “Chuva mata cinco pessoas em um acidente na Dutra”? Depois, ao ler a reportagem, você descobre que a precipitação pluviométrica estava longe de ser uma psicopata assassina em série. Ainda que forte, a chuva muitas vezes é somente o contexto em que um motorista imprudente conduz acima da velocidade de segurança para aquelas condições. Sua imprudência os matou, não a chuva.

Faz já um tempo que li no "El País"2 uma reportagem sobre a suposta “descoberta” dos “genes do adultério”. Um certo alelo 334 levaria a uma propensão à busca contínua por novos parceiros sexuais. “Desculpe aí, querida, foram os meus genes”. Varões, tremei (ou alegrem-se, dependendo de sua disposição moral e espiritual), pois dois homens em cada cinco teriam o gene ou a variante do alelo que os levaria à infidelidade sexual e à poligamia. Menos mal que uma pesquisadora entrevistada para a mesma matéria tenha saído para aclarar que o tal gene não seria em si um argumento sólido para justificar a infidelidade: “Sabendo que há pontos fracos em nosso sistema biológico, isso proporciona ao menos a possibilidade de buscar ajuda para superá-los. Um homem que tem esse gene em seu cérebro pode manejar ou utilizar seu conhecimento e caráter para fazer-lhe frente e resistir a essa inquietação que faz tremer o matrimônio ou a relação do casal.” Também acrescentou: “O alelo 334 pode ser relativamente dominado, é como o caso do alcoólatra que se casa e se controla ou cura o seu vício”.

Voltemos ao tema dos serviços de namoro online e os divórcios que supostamente crescem por sua causa. Não me coloco em posição para julgar a ninguém que tenha passado pelas tragédias da infidelidade e do divórcio. Não as desejo para ninguém e busco ser empático e apoio àqueles que sofreram (ou sofrem!) por conta delas. Tampouco minha intenção aqui é falar mal dos serviços de busca de um par pela Internet (tenho bons amigos que aí encontraram o seu cônjuge), nem é a de ser um ludita que desmereça o potencial para o bem das redes sociais ou de outras tecnologias. É importante entender bem os desafios de cada época e contexto, e não sermos ingênuos para enfrentá-los de forma correta. Também não devo recusar-me a crescer e a amadurecer. Antes o alvo é ser responsável, reconhecer meus limites e buscar ajuda quando necessário. Ou seja, sempre. Não dá para viver sem mentores, amigos e referentes.

Ouvi recentemente que o problema das redes sociais ou de outras tecnologias é que elas criam oportunidades que antes não existiam. Com mais possibilidades, pecariam mais. Ora, se essa lógica estiver certa e se eu não peco só “porque não tive oportunidade”, sou o mais infeliz e medíocre dos pecadores. Porque nesse caso meu ser já estaria tomado por essa covardia vil e débil que se esconde detrás de uma aparente capa de santidade. Deus me livre do momento em que essas “oportunidades” supostamente “aparecerem” sem que eu busque estar preparado.

Minha oração na verdade deveria ser: “Senhor, tem misericórdia de mim, porque o pecado não está lá fora, na multidão de oportunidades e de contextos ameaçadores, mas está bem aqui, dentro de mim. Sou pecador, e por isso preciso do único Santo, o Senhor. Débil sou, mas em ti forte serei.” Não serão Facebook, serviços de encontros on line ou genes engraçadinhos que irão ocupar o protagonismo que cabe somente a um pecador que busca aquele que, levando-me pela mão, pode salvar-me e conduzir-me pelo bom caminho. Cuidado, que essa é uma decisão para cada dia.

Ricardo Wesley Morais Borges
É casado com Ruth e pai de Ana Júlia e Carolina. Eles são missionários brasileiros entre estudantes universitários no Uruguai.

Notas:

1. Dan Slater, Love in the Time of Algorithms: What Technology Does to Meeting and Mating, Penguin Group, 2013.
2. Hallaron el gen de la infidelidad masculina, 7 de setembro 2008, El País, Uruguay.

Lido em: Ultimato on line

quarta-feira, outubro 31, 2012

Você é feliz?


 "Alguns procuram a felicidade, outros a criam." 
Marcio Kühne
DURANTE um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: "Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?" Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro NÃO, daqueles bem redondos! "Não, o meu marido não me faz feliz!" (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). "Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz." E continuou: "O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos." 
Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.

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domingo, agosto 26, 2012

O Nó do Afeto...


Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.

... Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.

Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.

Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.

Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.

E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.

Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
Um texto do Sr. Eloi Zanetti - Consultor em Marketing

quarta-feira, agosto 22, 2012

Pedacinhos de O PEQUENO PRÍNCIPE

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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domingo, julho 01, 2012

Em busca de relacionamentos saudáveis

“Não abandone o seu amigo, nem o amigo de seu pai”- Provérbios 27:10.



Parece-me que vão longe os tempos em que os relacionamentos eram duradouros. Amizades verdadeiras e antigas são joias raras nestes dias em que os interesses pessoais têm mais valor do que o próximo. A geração pós-moderna é chamada de “desenraizada” porque tem rompido com os vínculos mais importantes da existência humana: da família, da cultura e dos amigos. Estes valores fundamentais vão sendo substituídos pelos estudos, pelo trabalho, pelo dinheiro e, como consequência, têm gerado indivíduos solitários, sem amor, fechados em si mesmos, grosseiros no trato, interessados apenas em si mesmos e no seu futuro. Portanto, faz-se necessário considerarmos o conselho da Palavra de Deus, como no texto acima e, quem sabe, revermos a nossa conduta considerando que “O olhar do amigo alegra o coração” - Pv 15.30 e que “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” – Provérbios 17.17 NVI. 


A verdadeira amizade não se firma na ausência de conflitos, mas na disposição de mútua cooperação entre as partes em busca do aperfeiçoamento de cada um. “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” – Pv 27.17. Em qualquer relacionamento humano o conflito está necessariamente presente como um elemento positivo para o crescimento, do contrário a relação será de dominador-dominado. Num relacionamento saudável a ideia de dominação é inadmissível, pois ela anula a personalidade, criando indivíduos “desalmados”, semimortos, sujeitos a tiranos implacáveis. Exemplo disso é a mulher que sempre diz sim para o marido, não por concordar com ele, mas porque não tem o direito de discordar sem que sofra. Na verdadeira amizade, estão presentes valores que sobrepujam todas as dificuldades, que servem como remédio para as feridas, oxigênio para a vida, ânimo para a alma; são eles: respeito, sinceridade, paciência, amabilidade... Diz o sábio: “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial” – Pv 17.9. 

O apóstolo Pedro resume assim: “Sede, todos... fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo...” – I Pe 3.8. Tenho certeza de que semearemos os mais saudáveis relacionamentos se nos detivermos no que o nosso irmão Paulo ensina em Romanos 12.9-21. Leia isso! Não podemos, ainda, nos esquecer de que um dos maiores segredos do bom relacionamento é saber reconciliar-se com o próximo. Já que, todos, somos imperfeitos, obrigatoriamente, todos temos que corrigir quando erramos uns com os outros. Aí nos deparamos com dois textos-chaves nas Escrituras que certamente nos ajudarão: Mateus 5.21-26 e 18.15-20. No primeiro Jesus ordena: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão...”.

No segundo texto, o Senhor dá os passos para resolvermos os problemas mais graves que atingem os relacionamentos humanos: 1º. Uma tentativa particular de acerto; 2º. O envolvimento de mais uma ou duas pessoas que possam contribuir para a reconciliação; 3º. Não havendo sucesso nas duas primeiras tentativas, reconhecer publicamente que a pessoa errada não quer, definitivamente, a reconciliação. No último caso, o texto ensina o distanciamento para que a situação não se agrave, talvez, transformando-se numa inimizade com consequências imprevisíveis. Nossos relacionamentos serão saudáveis se forem orientados pela por princípios éticos saudáveis, sobretudo, pela Palavra de Deus. Façamos muitos amigos. Cuidemos bem dos nossos relacionamentos.

Pr. Jonas Neves

terça-feira, junho 12, 2012

Solteiro, cristão e muita piração - Reblogado



Ser solteiro é a melhor e a pior coisa que há. Isso vale para adolescentes, jovens e adultos. Vale para cristãos ou não cristãos.

Há coisas que só curtimos plenamente quando solteiros, outras quando comprometidos amorosamente e não é à toa que existe a expressão dúbia que declara: “não sei se caso ou compro uma bicicleta."

Li recentemente um sociológo falando da liquidez dos valores em meio a pós-modernidade e os sentimentos não escapam a essa liquidez. Por vezes há juras de amor eterno e por vezes o agradecimento é pela graça de ser “SORTEiro”.

Enfim, esse dilema é comum a todos. Mas quero mesmo é adentrar na questão dos solteiros cristãos.

O Nando Reis canta uma canção dizendo que “o mundo está ao contrário e ninguém está reparando”. Discordo, eu e mais alguns por aí estamos sim reparando, e é muito. Tenho até pensado seriamente em parar de pensar tão seriamente sobre determinados assuntos, mas as realidades gritam seus absurdos diante de nossos olhos e vem a hora em que a impassividade chega ao seu limite.

E o que meus olhos tem visto? Vou citar exemplos clássicos, talvez um pouco caricatos, mas passeie comigo pelas seguintes situações, sempre lembrando que qualquer semelhança com a realidade poderá não ser mera coincidência.

Exemplo 1 – Adolescente criado na igreja desde a mais tenra infância. Começa a namorar aos 15/16 anos. Hormônios em ebulição que muitas vezes ele ousa chamar de cramulhão....rs. Mal conhece a si mesmo, mas precisa namorar, precisa beijar, precisa TRAN... (piiiiiiiii, não vou escrever o que nem se ousa falar). Qual a solução encontrada por ele? Qual o conselho que o mesmo vai ouvir? Case-se logo, de quebra vem o versículo clássico: “melhor casar-se do que abrasar-se” e assim sem mesmo se conhecer, aos 18/20 anos nossos adolescentes casam. Muitas vezes sem estrutura financeira, emocional e pessoal. Casam para transar em sua maioria.

Calma, respire antes de me apedrejar. Estou falando que a maioria dos casos é assim e afirmo isso não apenas pelos meus achismos, mas pelas estatísticas que comprovam plenamente que o número de divórcios entre evangélicos nominais vem aumentando vertiginosamente, sem mencionar o fato dos adultérios que por vezes são abafados, aturados ou transferidos como de responsabilidade do “Exu-alguma coisa.”


Exemplo 2 – Jovem, solteiro e cristão.
Normalmente podem descambar por duas vertentes. Por hora vou falar daquele que já tem uma certa formação, uma certa autonomia financeira, algumas experiências amorosas no currículo, mas que optou por seja lá qual motivo for, em não se casar tão jovem. Se o mesmo é desejoso de ter um bom relacionamento com o Pai, tem o anseio de ser um real discípulo, as reservas e cuidados aumentam. É comum não ter hábitos como o de “ficar”, é mais zeloso em sua maneira de tratar o sexo oposto, mais observador, ora a Deus por essa área. Até aí tudo bem, começo a enxergar problemas quando o mesmo passa a espiritualizar além da medida tal área. Há pessoas com listas e orações quase intermináveis, há aqueles que se sacrificam, jejuam, fazem propósitos, votos, batalha espiritual, subidas de montes, campanhas e tudo o que estiver ao alcance. Funciona? Já vi casos que sim, outros que não. Mas fica o alerta: nem tudo o que é funciona é de Deus, ok?

Essa ânsia pela espiritualização gera muitas vezes a cegueira em relação às coisas comuns da vida. Por exemplo, as áreas de identificação, que podem e devem ser das mais variadas. Não digo que tem que ser alguém igual a você, afinal de contas só existe um de cada pessoa no mundo, mas a identificação é vital, caso contrário Adão não teria exclamado a célebre frase: “essa é osso do meu osso e carne da minha carne”. Compatibilidade de planos de vida, compatibilidade intelectual, física, financeira, cultural, enfim, a gama é vastíssima e cabe a você e não a Deus, julgar o que lhe convém.

Oremos sim, sempre! A Bíblia nos ensina a orar sem cessar. Mas que isso não retire de nós a parcela de escolhas e responsabilidades que nos cabem. A soberania de Deus existe mas não posso me transformar em um espiritualóide, esperando que anjos falem, sinos ressoem ou abra-se o céu e surja uma voz dizendo: esse é o seu escolhido (a) com ela se juntai.Paremos! Please!!

Exemplo 3- Está automaticamente ligado ao exemplo 2, normalmente acontece com aqueles que já espiritualizaram demais a coisa, já oraram, clamaram, sapatearam, esperaram o máximo que achavam que podiam suportar e resolveram então “chutar o pau da barraca”. São os desiludidos com Deus, aqueles que acham que Deus os está “sacaneando” e adaptando uma clássica frase do ator Robert De Niro “se Deus existe para cuidar de vidas sentimentais, então tem muito que explicar”. E então, a galera que antes vivia no 3º céu sentimental, cai vertiginosamente e sai pegando todos, quer “passar o rodo”, “descontar o atraso”, o tempo perdido e assim sai atirando para todo lado, esquecendo-se de que quem atira para todo lado, acaba atirando mesmo é em si. O rombo é imenso, tentar se nivelar pela liquidez de relacionamentos que incitam versos como “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também” é danoso para o ser, fere a alma, entristece o espírito, dá ressaca moral e normalmente produz apenas esterelidade. O que mais presencio desses pegadores e pegadoras de plantão é solidão atrós. Sem contar nos perigos das doenças.
Até abro um parêntese para relatar duas notícias que vi recentemente e que de certa forma me chocaram. Uma falava do grande aumento do número de cirurgias ocasionadas por lesão de períneo entre mulheres jovens, algumas inclusive sem filhos e a razão explicitada pela sexóloga me deixou estarrecida. Segundo a mesma, devido à grande diversidade de parceiros, os quais, obviamente, possuem pênis de tamanhos e espessuras diferentes, isso acaba por trazer lesões que por vezes só são solucionadas através de uma intervenção cirúrgica. Lamentável!

Quanto aos homens, vi recentemente que tem aumentado o número de casos de câncer de garganta em homens mais jovens e sem histórico de fumo. A Razão? Sexo oral com parceiros variados e portadores do vírus HPV, o qual funcionaria como um gatilho para o aparecimento da doença.

Teria mais exemplos, mas paro por aqui, já escrevi demais. A solução para os solteiros cristãos? Sinceramente não sei, creio que falarmos e pensarmos sobre isso já é um bom começo. Creio sinceramente que a Bíblia ainda serve como regra de fé e prática. O grande problema reside no legalismo e farisaísmo de muitos e no liberalismo acentuado de outros tantos.

O que me assombra é ver a carência ditando relações, a ansiedade pela necessidade de se ter uma “Rebeca” ou um “Isaque” assolando corações. Me espanto com pessoas que acham que outro irá completá-los e então serão felizes. Me perdoem queridos, mas relacionamentos são feitos de dois inteiros. São dois inteiros que se completam. São dois que serão uma só carne. Não é uma metade com outra metade. Outra matemática mal feita é aquela na qual pessoas se sujeitam a subtrações de suas características pessoais em virtude de um relacionamento, preferem se perder de si mesmas a perderem o “alguém”. Há aqueles que dividem-se entre antes e depois do relacionamento, se descaracterizando por completo.

Se pudesse resumir tudo o que tenho visto, escolheria as palavrasDESESPERO e DESPREPARO. E não é à toa que tendo as duas como fundamento, as construções que se erguem sejam tão frágeis ao bater das águas.

Se alguém quiser um conselho, diria: RELAXE E ESPERE. Li outro dia alguém falando que esperar dói menos e por experiência própria compartilho da ideia. E o relaxar, é curtir a vida, amigos, viajar, sorrir, aproveitar, investir em você por você mesmo e não vinculado a algo ou alguém. Melhore-se por fora e por dentro e quando você menos esperar ou perceber, o amor saberá te encontrar. Talvez não na versão conto de fadas gospel da história. Mas a história real e verdadeira e como tudo o que é real e verdadeiro, será lindo de ver e viver.
“Todos acabamos por chegar onde queremos, é tudo uma questão de tempo e paciência” Saramago



Em amor,
Roberta Lima

Na internet tudo pode?!?




Ultimamente tenho me espantado com a internet, na verdade não com o instrumento chamado internet, mas com algumas pessoas que se utilizam dessa ferramenta para se desmascararem, ou pra se mascararem, enfim, não sei ao certo, mas até o final desse post, e nesta simples análise, pretendo até o final entender isso, se é que é  possível!

Queridos, tenho percebido como alguns se desnudam na internet, se expõe até o último grau, expõem suas vidas, seus conceitos, seus dramas, suas taras, seus preconceitos, como se tudo tivesse livre e na internet não houvesse limites. Vejo que as pessoas vão agindo assim até que alguém leve de fato a sério o que elas falam e repliquem o que foi falado e o internauta já entra em crise de existência e resolve o problema com um simples “unfollow”, num pensamento do tipo “como pode alguém não gostar do que escrevo?”.

Em outras ocasiões vejo o famoso “Don Juan”, esse sim, simpático, elegante, respeitador e fala de si o mínimo possível, mas arranca de suas possíveis conquistas tudo o que elas costumam escrever na TL* e mais um pouco. Uma vez se fazendo de príncipe, e tendo a pobre donzela em sua rede, apaixonada, deixando muitas vezes tudo e o seguindo, vem a fatal revelação: na verdade ele era o sapo, que nessa altura já nem era mais o sapo mais um famigerado Jacaré, com suas garras prontas a atacar suas presas...
Vejo tambem o tão conhecido de nós e tão temido pelas ovelhas: o Lobo, sim ele também está na internet, sempre vestido de pele e sempre com o cheiro e o aroma de ovelha, ele então arma suas armadilhas, deixando-as no caminho e ovelhinha toda ingênua pronta a cair... Ele encanta, escreve para as ovelhinhas salmos, cânticos espirituais, fala de Deus, como se O conhecesse,  então marca um encontro com a ovelha e está feito!!! Ela caiu na armadilha dele, está apaixonada e entrega tudo pro lobo, inclusive sua carteira... Ele lhe dá o bom e velho “pé na bunda” e ela, arrebentada na alma e no bolso, volta pra casa abatida, desencantada da vida  (até parece musica brega isso!), e é... O lobo então tira a ovelha do seu hall de amigos, bloquei-a no MSN para que outras ovelhas não saibam quem ele é, né? Mas ele precisa de mais...


Mas o triste de toda essa história que quer seja sapo, Don Juan, Lobos, é que eles muitas vezes estão à frente de ministérios, de trabalhos dignos, são porcos atrás de pérolas, mas é como se na internet tudo pudesse, está liberado, o casado se relaciona com a solteira numa sedução de palavras e carinhos, mas está tudo bem “é só virtual”, pensam eles; a casada encontra nos amigos na internet o que o marido já não lhe dá, a  atenção; a solteira encontra nas palavras do Lobo e do Don Juan o que elas sempre quiseram ouvir, e por outro lado, eles se aproveitam dessa carência e mandam ver no xaveco, sem se importar com o coração da jovem, afinal não existe defraudar virtual pois quando Paulo falou sobre defraudar o meu irmão ele não conhecia a internet... Há os irmãos que descobriram o sexo virtual, “humrum, é virtual... dá nada.... néah mesmo?”. Mas muito quando terminam a transa virtual já não conseguem se olhar no espelho e se encararem como antes, se sentem líquidos, sem vida, a alegria foi embora, mas logo chega o domingo quando então vão à igreja e tá tudo bem! Tem algo errado, mas muitas vezes eles nem fazem idéia do que é.



Queridos, penso o seguinte: Deus é também virtual, não “virtual” como aquele que é apenas no pensamento, não, no virtual Deus é mais real do que eu e você. Ele vê tudo, e também lhe prestaremos contas de tudo que fizermos virtualmente. Desculpem-me, mas aqueles que têm por hábito fazerem isso na internet deveriam repensar seu relacionamento com Deus e inclusive, eu diria sua salvação, porque quem age assim nunca viu Deus e tão pouco o conheceu...



À cada dia tenho me escandalizado com mulheres arrebentadas com seus amores virtuais, que vão criando expectativas nelas e de repente somem sem dar a mínima satisfação, eles entram e saem da vida delas como se elas fossem portas abertas e elas não tivessem donos, como se elas fossem um objeto que hoje eles pegam, acham bonitinho e amanhã jogam fora! 


No dia 8 de Março foi o Dia da Mulher, vi tantas felicitações na TL, até por quem não tem o menor respeito pela figura da mulher, mas aproveitou para fazer seu charminho nos felicitando! 





Não queremos só felicitações, queremos respeito;
Não queremos só flores, queremos compromisso;
Não queremos só perfumes, queremos sentir nos homens o aroma de Cristo;
Não queremos só jóias, queremos ser tratadas como a pérola mais fina do Rei dos Reis;
Não queremos só beijo, queremos que junto com nossos lábios, nossas almas sejam beijadas;
Não queremos só abraço, queremos poder andar junto lado a lado do homem, sem ser pisada, mas também sem ser cabeça dele;
Queremos ser  tratadas como mulheres reais e com sentimentos reais mesmo nas “TLs” da internet. 


Abraços,

Di Luz Pockrandt
(@diluzpockrandt)

*TL = Time Line, ou Linha do Tempo, é o espaço destinado à publicação das mensagens (tweets) no Twitter.

sábado, junho 02, 2012

O Amor, me sonha…


Renascemos cada vez que descobrimos nos olhos de alguém o amor.
Depois de uma vida costurando retalhos como se fossem estrelas, volto para dentro e encontro um coração vazio. Mas não um vazio vestido de nada, consumindo versos e calando poesias. Não! Enquanto eu dormia e fechava os meus olhos para vida, fingindo acordar no amor de alguém, tudo acontecia e mudava a direção do meu tempo.  Foi aí que eu percebi que tudo muda de sentido, até aquilo que pesa. Saber e pensar sobre o nada me pesava como aquelas toneladas de escolhas mal sucedidas penduradas nas minhas costas. E eu, perambulando entre um sonho e outro, totalmente equivocada, arrastando todo aquele peso como se fosse prêmio. Como se eu fosse sabedoria e habilidade, escolhida pela vida para entender complexidades. Como se eu fosse um bem, fazendo bem e morrendo em cada esquina; morrendo um pouco de cada vez, a cada passo que eu dava na direção contrária de mim. Equívocos de alma que se apequena de quando em quando, numa tentativa desesperada de se encaixar em qualquer espaço. Agora eu entendo de um jeito manso, que o efeito de um amor bate-volta, desses que nos toma inteira enquanto a gente ainda acredita que tem o domínio sobre ele, é devastador. DE-VASTA-DOR. Entende? Porque uma entrega tem que ser plena. Tem que desfazer nós. Tem que “somar luzes aos sóis dos nossos dias”. Uma entrega verdadeira não pode vir acompanhada de doses e mais doses de angústia. Amor entregue e disponível não corrói os nossos espaços destinados a ELE. Amor entregue não nos ocupa com dores indissociáveis. Não! Uma entrega tem que ser inteira e não em conta-gotas, porque ninguém oferece uma flor de pétala em pétala. Oferece-se uma flor e pronto. E lá está ela, linda, colorindo o nosso espaço.  O mesmo acontece com o Amor. Tem que colorir ou pelo menos fazer do cinza, algo encantador. Tem que trazer no abraço uma vontade inesgotável de ficar. Tem que trazer um punhado de fé, também. Porque Amor é poesia e fé.
Sim, devo confessar que foi quando resolvi abrir as minhas retinas e olhar em outra direção, que enxerguei de longe o meu Amor-Sonho manifestando-se naqueles olhos de promessa. Olhos que me diziam doçuras, que neutralizavam alguns amargos da minha vida… E eu conduzida pelo desejo de ser inteira dentro dele, fui entregando-me em poesia. Deixando-me tocar com o verbo e traduzir-me com o verso. Amor que carimbou um sorriso de beleza exposta no meu rosto, ao me colorir por dentro, com as cores mais vibrantes e mais bonitas. Amor que me sorri um sorriso sincero, que vê a minha alma e desperta em mim uma sede – quase insaciável – de palavra certa, precisa… De palavra que possa traduzir as delícias e o prazer de um encontro entre almas que versam o mesmo verso, dançam no mesmo compasso; adormecem e sonham juntas o próximo encontro… Foi quando eu vi o meu Amor-Sonho manifestando-se naqueles olhos que respondiam as minhas intermináveis perguntas – sem que eu mesma precisasse perguntar – e dissolviam aquele medo atávico de ser vazio, enquanto pairava sobre mim a crença de que o vazio era o nada ocupando espaço dentro do peito, que eu entendi que esvaziar-se de tudo é só uma das formas de destituir culpas; desalojar ressentimentos; despejar o medo para abrigar a coragem. O vazio é uma casa limpa e um coração desocupado de tudo aquilo que pesa demais e o deixa no chão, feito bola a ser chutada para o outro lado da rua, por qualquer pessoa distraída. Vazio é o resultado final da leveza que desejo SER, quando decido aproveitar melhor os meus espaços e reorganizar os sentimentos; quando decido na liberdade de ser, tomar fôlego, encontrar vida e ir à luta. É…  Estou vazia de tudo porque despertei de um sono profundo e encontrei vida. E amor. Amor que é a soma de tudo o que eu vejo; que me faz mergulhar e permanecer até descobrir a essência do sentir nos extremos da minha alma, sem o peso da culpa por querer ser inteira, até quando sou o avesso dos sentimentos. De sentir o meu Amor-Sonho se manifestando no outro, sem o medo de não ser refúgio. De ser laço que enfeita presente bonito. De ser Amor feito poema que me conduz à felicidade de ter um espaço exclusivo e perfumado dentro do coração de alguém. Amor que me transforma na lembrança mais bonita, quando sou ausência. Sim, depois de morrer eu percebo que renascemos cada vez que descobrimos nos olhos de alguém o Amor.
Então Amor, me abraça e me cura dessa falta.  Diminui a distância que nos separa e invade o meu universo, porque ele é território seu. Amor, me sonha como seu eu fosse o seu presente mais bonito. Me entrega a flor que vai enfeitar o jardim que cultivo dentro do meu peito. E me diz que Amor e a Poesia caminham juntos, feito almas destinadas uma a outra. Porque em você, Amor, eu viro poesia. E em você, Amor, eu acredito…
Entenda que quando exagero na força de um abraço, é porque a minha alma também precisa sentir a sua.
(Inspirada por pássaros que me fazem voar até o infinito para encontrar poesia)

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segunda-feira, janeiro 02, 2012

A distância - Citação

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Singular, Plural


Visto por aí na net, se alguém souber o autor da frase e da imagem nos avise para os devidos créditos.

Meninas do Reino

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Aprendi

É possível dar certo o amor





Todo mundo sonha com um relacionamento perfeito e duradouro. As meninas com seus príncipes encantados, educados, gentis, sensíveis e montados em seus cavalos brancos. Enquanto os meninos sonham com as princesas sempre delicadas, femininas e eternamente apaixonadas pelo seu herói. Uma vez conquistada a princesa, o príncipe não precisa mais se preocupar em conquistá-la outras vezes... É um mundo onde não há TPM nem planos que dão errado ou falta de dinheiro.

Os contos de fadas sonhados por príncipes e princesas, geralmente começam pelas aventuras e ciladas e terminam no beijo vitorioso do "felizes para sempre", mas a realidade do dia a dia revela outras curvas, na maioria das vezes, começando pelo beijo apaixonado e terminando nas ciladas aventureiras de um conto de fadas que não suportou a dureza da rotina da vida real.

Pelo caminho vão caindo alguns príncipes mutilados de guerra, que viraram sapos; e princesas ressecadas pela vida que viraram rainhas malucas, depressivas ou traumatizadas do "amor".

Aos adultos que lêem este texto não preciso dizer que a vida não é um "faz de contas", que o príncipe pode ter chulé ou acordar com mau hálito e a princesa, bem... a princesa não terá este rostinho de capa de Revista Querida para sempre, e também, nem todos os dias estará receptiva aos cortejos do “gajo”...

No entanto, não estou aqui para desacreditar o amor, nem para fazer fila aos que dizem que o amor verdadeiro não existe. Pelo contrário! Embora, segundo os números do CNB (Colégio Notarial do Brasil), que representa os tabeliães de todo o país, a quantidade de divórcios venha crescendo impressionantemente nos últimos anos, quero afirmar que é possível ser plenamente feliz em um relacionamento duradouro, sim! Encontrar alguém que queira viver a vida comum ao nosso lado é uma bênção, e também um desafio, é verdade! Afirmo que não há melhor sentimento de realização e plenitude do que tomar decisões (importantes ou corriqueiras) com quem deseja construir a mesma vida e futuro ao lado da gente.

É preciso muito esforço, vontade de aprender e, principalmente, a sensibilidade para no momento certo, abrir mão de querer ter razão sempre. Às vezes é preciso “perder” para ganhar, ou seja, entre magoar desnecessariamente e ter razão, prefira perder a razão por um momento mas valorizando a harmonia da relação.

Aprendi que existem três colunas que são a base de todo e qualquer relacionamento duradouro. Na falta de qualquer uma delas a relação pode desmoronar e provocar um grande estrago. As outras coisas são adornos, são importantes também, mas estas três são a estrutura principal. Eu os chamo de tripé Verdade, Fidelidade e Amor. Nenhum desses três pilares é mais ou menos importante que o outro, devem ser erguidos juntos, não se pode abrir mão de qualquer um deles e devem ser vividos integral e equilibradamente pelos dois lados da relação.

Faça um "pacto da verdade" com você mesmo, em primeiro lugar, e com quem deseja caminhar ao seu lado, de mãos dadas, na vida em comum. É preferível uma verdade dolorida e curadora do que uma mentira enganosamente anestesiante que não cura ou trata a ferida aberta. A verdade sempre dita com o coração aberto produz confiança e libertação.

Por outro lado lembre-se que a verdade jamais deve ser dita sem amor, por vingança e/ou para ferir. Não use a verdade para o teu próprio interesse, mas deixe que ela conduza o teu coração. No caminho da verdade podemos perceber claramente por onde estamos caminhando e fazendo outras pessoas caminharem conosco. Longe da verdade todos os caminhos ficam turvos e perigosos.

Fidelidade não é só não trair, não saindo ou ficando com outra pessoa. Também, mas não somente isto. Fidelidade é sobretudo, manter o vínculo vivo, a cumplicidade apesar de todas as forças, sentimentos e situações que nos tentam ao contrário. O coração inviolável não é aquele que não passa pelo medo da tentação de ceder, ainda que só por um momento, mas sim aquele que da fraqueza consegue reunir forças para dizer: "não!" e permanecer fiel até o fim.

Muitos pensam que nunca traíram seus parceiros, tão somente porque nunca tiveram um relacionamento físico extraconjugal. O problema é que a traição também pode acontecer no nível emocional, pode-se trair muito mais profunda e perigosamente ao deixar a mente e o coração vagarem para além da pessoa com quem prometemos viver a vida em comum. Tome cuidado para não trair seu/sua parceiro/a com família ou amigos. A fidelidade conjugal prioriza a pessoa amada em todas as situações.

A fidelidade é parceira, é cúmplice e deseja o bem mútuo. A fidelidade não é egoísta, antes, pelo contrário, pensa no melhor para os dois lados, sempre. Ainda que se tenha de abrir mão de algum projeto ou desejo pessoal/particular.

O amor é sempre respeitoso e entende os limites. É paciente, sabe esperar a hora certa, não de forma doentia, mas alegre e esperançosamente. O amor pode ser confundido facilmente com paixão, mas o amor verdadeiro jamais acaba. Paixão é enfeite, tempero, fumaça, mas o amor é coluna.

No amor não há medo, não há agressão, não há tortura física ou psicológica. Ao mesmo tempo o amor sabe perdoar o imperdoável, consegue crer no inacreditável. No amor não há vergonha, nem exposição de intimidades constrangedoras. O amor faz valer a verdade e a fidelidade dedicada. Um alimenta o outro. O amor dá sabor e calor, aconchego.

Relacionamento não é só o início, mas o todo, durante a vida toda. É feito de bons e maus momentos, alegres e tristes, mas enquanto há vida nos dois ainda dá tempo de erguer as colunas que faltam ou solidificar alguma delas que esteja vulnerável. Leva tempo, eu sei, mas é melhor começar de uma vez, mesmo que seja por apenas um dos lados e, enquanto se constrói, fazer o convite do que deixar a vida passar e não construir nada.

O Deus que criou relacionamentos possíveis te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Leia outros textos do autor em: Ovelha Magra