quarta-feira, abril 27, 2011

S E N T I M E N T O S



Continuo estudando sobre esse tema, é bem complexo para uma simples estudante da alma humana como eu...
Acabei inclusive de fazer um teste de aptidão e fiquei mais frustrada ainda, deu como resultado para uma profissão bem sucedida:  Atriz... heheheh, eu acho isso fantástico porque nunca vou na minha força, mas na força daquEle que me tem chamado pra esse Ministerio.. CUIDAR de quem CUIDA!

Nós os seres humanos não somos ensinados a demonstrar nossos reais sentimentos, por que eles são feios, inconvenientes, mentirosos, pelo menos foi isso que aprendi quando criança, mas isso não é verdade...

Você sabia que mesmo você não admitindo tais sentimentos o seu corpo já o admitiu em forma de química? E o único jeito de fazer com que isso escoe pelas vias saudáveis é liberando-os .

Tenho aprendido o seguinte: todos os sentimentos são bons, o excesso deles e o contê-los é que fazem mal tanto pra nós como para outros.

Mas aí vem aquele boa e velha pergunta: Como faço para exprimir minha raiva sem machucar as pessoas? E aí eu pergunto por que sempre quando falamos de sentimentos, colocamos em primeiro lugar os negativos? Por que a raiva é tão mais importante demonstrar que o amor? Por que ainda que não quiséssemos demonstrar a raiva, ela se demonstra?  Não é verdade?  O amor nem sempre!



Amamos, às vezes morremos de amor, mas dependendo da pessoa e do nosso orgulho nunca dizemos isso para ela. Mas porque demonstrar amor dá uma conotação de fraqueza? Vulnerabilidade?  De menos valia? De inferioridade? Seria apenas medo de rejeição, afinal arriscar o amor é ruim, mas a raiva não é???



Já a raiva demonstra poder, eu posso mais, eu discuto mais, eu odeio mais? Será isso verdade?
Não teria sido isso aprendido com nossos antepassados?

Bem, aprendo que nenhum bebê nasce conhecendo e sabendo e dando nomes aos sentimentos, eles como tudo na vida são aprendidos. 


Não se surpreenda se um dia você descobrir que não é tão vingativo assim como você pensou, você apenas herdou de seus progenitores ou cuidadores quando você estava em tenra idade e era uma esponjinha para o conhecimento... E aquilo que vivenciamos é muito mais forte do que aquilo que lemos e estudamos no decorrer da vida. 

Quantos de nós tivemos bons sentimentos e tão verdadeiros quanto a inocência de uma criança e foram  reprimidos? Porque dependendo da época em que se viveu era feio demonstrá-los...

Ainda que nos impeçam de demonstrar nossos verdadeiros sentimentos, ninguém poderá nos impedir de senti-los não é mesmo??

De repente você está lendo aqui e  se perguntando, mas e aí qual a receita para demonstrar tais sentimentos sem magoar os outros, sem me sentir inferior  e vivendo um evangelho puro e simples???

Bem, parto do principio que não 'há uma receita pronta", cada ser humano é um universo, mas  primeiro é preciso se conhecer e descobrir através do auto-conhecimento como você demonstra e lida com tais e tais sentimentos. Você só conseguirá isso através de uma "Terapia", claro, ou então através da ajuda de um Bom Conselheiro. 

Ahhh esqueci de falar que é um processo demorado, e requer muita coragem, por que todo esse processo dói e muito... Mas o que mais dói não é reconhecer o que os outros nos fizeram de mal, e como lidamos através de nossos sentimentos com essas ações, mas sim, reconhecer o que nós mesmos fizemos contra a nossa própria pessoa e a nossa responsabilidade em tudo isso.

Porém,  o amadurecimento que se adquire recompensa todo esforço e tenho certeza que ocê chegará a uma linda conclusão: O preço pago por essa maturidade foi pouco comparado aos ganhos que terá.

Por que você não será mais levado por seus sentimentos, você irá se conhecer e se amar, e quando alguém te ofender você aprenderá que antes dele te ofender, se ofendeu primeiro, quebrando o vínculo do respeito consigo próprio, por que ninguém tem o direito de ofender ninguém.


Concluo dizendo:

Às vezes aquilo que chamamos de ruim é como veneno de cobra, que mesmo sendo péssimo, serve também para cura.
Muitas vezes precisamos descobrir quão fracos e vulneráveis somos, pra que venha a tona nossa fortaleza, nosso auto-amparo, nosso amor próprio, nossa auto-estima...
Não tenha medo de descobrir suas mazelas e fraquezas, elas são como argamassa e tijolo pra uma construção mais sólida e uma casa mais firme.

NEle que se fez fraco no meio dos fracos e conhece a fraqueza e a fragilidade humana, mas mesmo assim, não desistiu de entregar sua vida em prol desses fracos! 

Di Luz Pockrandt
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