quarta-feira, setembro 07, 2011

Refletindo nEle e com Ele



Por Ricardo Mamedes
Os ensinamentos do apóstolo Paulo vêm sempre em meu socorro, embora, entendam os leitores, não que eu  construa sobre ele qualquer iconografia. Sobremodo excelentes são seus textos, cuja construção teológica chega a espantar, dada a profundidade dos ensinos que se extraem das suas Cartas.

Contudo, não estou aqui apenas para elevar o saber do apóstolo tardio, embora ele mereça toda a consideração pela riqueza daquilo que escreveu, pois sei, outrossim, que os louros não são dele, o homem Paulo, mas daquEle que o preparou para o Ministério. Estou aqui, sem os rigores da estética, para falar de reflexão, vida e cotidiano. Nem mesmo aspiro escrever um tratado sobre qualquer assunto de viés teológico, filosófico, etc.

Feita a rápida introdução explicativa, passo a justificar a citação à pessoa de Paulo. É que o sábio e eminente apóstolo discorreu em mais de uma carta sobre o saber viver bem tanto na fartura como na escassez, louvando a sua fraqueza em detrimento da força que lhe socorria dos altos céus, todavia, jamais se ufanando dos seus dons ou se jactando do seu saber. Ao se defrontar com os sábios da sua época, quando da Grécia refluiam os virtuoses da filosofia secular, pouco disse sobre eles, uma vez que aquele conhecimento que possuiam não lhe interessava por ser "híbrido".

Às vezes me recolho, um pouco em decorrência da labuta diária, do labor cansativo dos fóruns, onde sobejam os egos acesos, e outro tanto por um certo ensimesmamento voluntário, produto do cansaço que as relações humanas me preenchem. Fico a observar os meus pares a conversar alegremente nos sites de relacionamentos em explosão de alegria e saber, e eis que indago se as suas existências são perfeitas. Então necessito da reflexão calma para me recolocar no lugar que devo estar, em confluência de vontades: a minha e a de Deus.

Tendemos a imaginar erroneamente, principalmente nos momentos de lutas, desertos, tribulações, que somos únicos nesse sofrer imposto por aquelas labutas diárias que fiz referência no início, mas estamos errados. Todos, absolutamente todos, nos equilibramos nesse fio invisível, dando um passo de cada vez. E tanto mais desequilibrados ficamos, a ponto de cair, quando nos valemos tão somente das nossas próprias forças. A carne de fato militando contra o Espírito, e este contra a carne, nesse confronto diuturno e fastidioso. Ah como cansa...

O mundo perfeito ainda não temos e tampouco teremos nesta terra, até que sejamos completamente restaurados pelo Criador. Portanto, é salutar que saibamos que a universalidade dos seres humanos, mesmo os regenerados por Cristo em decorrência da fé e da Graça, travarão constantes batalhas, como lutadores em um grande ringue, ganhando alguns rounds e perdendo outros, porém, sabendo de antemão que a batalha será ganha com grande saldo de pontos. Por isso, mister que não invejemos nem os ímpios, quando aparentemente são alegres e vitoriosos, e muito menos os nossos irmãos, quando mais ponderados e edificados do que nós mesmos. Cada um, com o seu quinhão de graça Divina, caminhando, sempre adiante, sem retroceder jamais.

No final de tudo, a reflexão faz crescer, especialmente quando se coloca Deus à frente dos pensamentos. O refúgio no Eterno fortalece a alma, mesmo quando a tristeza quer transbordar...

Os desertos e os vales nos preparam e nos forjam para o futuro, sabendo com certeza que os caminhos serão aplainados. É esperar e caminhar. E seguir adiante, fixando no objetivo que é Cristo.


Meninas do Reino
 
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