sexta-feira, março 09, 2012

Um Sorriso Que Não Desbota

Nota: Só Deus sabe o quanto me sinto grata por escrever sobre Sandrinha, a mulher que me ensinou a alegria de Deus sobre todas as coisas. (Luciana Leitão)
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Deitava seu rosto sob o instrumento curvilíneo e ditava suas preces pelas pontas dos dedos até que chegassem a Deus.

Todo mundo saberia reconhecer aquela canção sem letras que teimava cantar fé. 

Aquela era canção de Alessandra, uma mulher que nunca desaprendeu sorrir.

Ainda menina, sofreu paralisia infantil e, desde então, aprendeu a viver sua rotina sob uma cadeira de rodas.

As dificuldades em se locomover sempre estiveram presentes.

Suas tarefas diárias sempre necessitam de companhia e um passeio pelo parque pode ser considerado um grande desafio.

Somente quem teve seus movimentos limitados conhece a dor de não poder ir e vir.

O que me fez escrever sobre Alessandra não foi a fatalidade que lhe aconteceu, mas aquele sorriso imenso que ela carrega nos lábios.

É sorrindo que ela toca louvores em seu violino.

Cada nota, uma prece.
Cada prece, uma adoração.


Sua limitação pode ter tocado seu corpo, mas nunca limitou sua alma.

Pelo contrário.

Sandra, como prefere ser chamada pelos mais íntimos, tem na face um sorriso que não desbota e, no coração, uma fé que nada arranca.

Prova disso são seus sonhos, quase todos voltados para abençoar aos outros e adorar a Deus.

Enquanto muitas pessoas desistem da vida, sua história me mostra que a alegria é dom de Deus, não essência extraída de uma vida perfeita.

É assim que vejo Sandra: uma canção de alegria em meio a uma sociedade insatisfeita; uma prece que sussurra fé sem se preocupar com outras vozes ou aplausos.


Que Deus nos ensine a gratidão, a alegria e a fé.
Amém.


Lu Poulain (Luciana Leitão)

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Nota: Alessandra nasceu em Brasília, DF e congrega na igreja Assembleia de Deus. Ela permitiu que disponibilizássemos seu e-mail (alessandrinha2409@gmail.com) e Twitter (@sandrinha_ale) para contato.
Reações:

3 comentários:

  1. Complicamos o que é simples. Alessandra trás em si a alegria incircunstancial, pois aprendeu que aquilo temos é maior do que aquilo que "não temos" [lucado]. Fico aqui apenas imaginando a grandeza de ter uma amiga como essa moça. Lu, que privilégio heim! =]

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  2. Sempre Lu, sempre. Nossas limitações são internas, nos acomodamos com tudo e atrofiamos...o que me cativa não é o que Alessandra faz, mas o que a motiva. O outro é seu alvo isso é amar o próximo com a si mesmo.

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