quarta-feira, janeiro 23, 2013

Será que Deus é mesmo a minha fortaleza?





“Tu, Deus meu, és a minha fortaleza. Em ti confio.”


Será?
É o que meus lábios tantas vezes já disseram. Mas é assim na prática?

Preciso confessar que geralmente chego a essa conclusão depois que minhas forças se foram. Senão todas, a maior parte delas.

Resquícios do meu vício de ser super: super crente, super mulher, super jovem, super forte, super espiritual e todas as outras coisas que “super” aprendi com a religião ao longo de alguns anos.

Os problemas vêm e lá vou eu lutar contra eles. Do meu jeito, procurando no conhecimento adquirido soluções que os tratem da forma mais rápida e eficaz possível, afinal, não quero sofrer.

Esgoto-me se nada disso faz o efeito desejado. E sofro. O fardo de uma tonelada parece pesar-me sobre os ombros.

Sozinha sei que não posso, não consigo, é mais difícil, é até mesmo impossível. Mas sempre tento. Maldita sou, confio em mim.

As forças se vão. A fé não entende, a mente questiona. Reflito e então percebo, sei onde errei, onde caí. Exausta, adormeço.

Uma brisa suave lembra-me, como num sonho, que nem tudo precisa ser assim.

O vento sussurra: Misericórdia...
E outra vez diz: Graça...

Escondo-me, mas vens ao meu encontro. Tu brilhas e tua luz irradia-se para dentro de mim. Não entendo como ela ultrapassa minhas vestes e minha pele, mas sinto-a reavivando a minha alma. O medo está cedendo. A brisa sopra um pouco mais e ouço um sussurrar de palavras que não compreendo imediatamente. Fecho os olhos com receio de perder-te de vista, mas tua presença me conforta. Aquieto-me.

Sou teu refúgio... fortaleza segura... tua força quando você não pode lutar... sou teu Salvador... tua única esperança... tua paz de espírito... a vida em ti... Descanse, pequena menina, descanse... Tudo vai ficar bem.

Desperto. Tua Palavra está atada ao meu coração, sei que pertenço a ti. Se a solução ainda não chegou é porque ainda não é o fim. O sofrimento é parte do processo.
Mostra-me onde tu estás pisando, Deus meu, para que eu o siga pelo Caminho. No teu ritmo, no teu tempo, na tua força, na tua presença, na tua vontade, na tua graça.

Ensinando-me, guiando-me, auxiliando-me.
Respiro fundo, mais um passo. Confiante, humilde, um pouco mais constante que antes, até o próximo aprendizado.


*****
Caminhando...
#2 Andréa Cerqueira
(@acspira)
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