quinta-feira, junho 30, 2011

Esterelidade e solidão


1 Sm 1: 10-11: “ Ana estava sentindo uma profunda angústia e chorava amargamente, enquanto fazia sua oração ao Senhor. Ana fez este voto: “Senhor dos céus, se olhar para o meu sofrimento e responder à minha oração dando-me um filho, então eu darei esse filho de volta ao Senhor; ele será SEU por todos os dias da sua vida...”  (Bíblia Viva)

A oração de Ana e o resultado trazido por esta oração já é conhecido de muitos, desde pequenos, na escolinha dominical, alguns já vão se familiarizando com alguns personagens e Ana e seu filho Samuel são um destes que enriquecem o rol de pessoas da bíblia que devemos ter como exemplo.

Normalmente associamos a oração de Ana como um modelo a ser seguido por mulheres estéreis e que desejam ter filhos. Entretanto, noto que podemos ir além da esterelidade maternal e assim como Ana tomarmos aquilo que nos amargura e está estéril em nossas vidas e  elevarmos ao Senhor em forma de oração.

Para Ana o sofrimento e a tristeza brotavam de um ventre vazio. Hoje vemos que muito sofrimento e tristeza brotam de corações vazios. Corações sedentos por amor, aceitação, companheirismo e real intimidade, ou seja, aquela intimidade que ultrapassa o nível físico e nos permite compartilhar os verdadeiros e secretos anseios de nosso coração.

Há uma frase há muito tempo sendo dita por inúmeros pensadores de que o mal do século não é a Aids e nem o câncer e sim a solidão. Ao olhar ao meu redor, constato que talvez essa triste afirmação não seja de todo errônea ou enganosa.

Até mesmo no meio cristão, com o surgimento dos mega-templos e mega-ajuntamentos ganhamos em quantidade mas muitas vezes temos deixado completamente de lado o aspecto relacional, tão vital a um cristianismo sadio e verdadeiro.

O que fazermos então diante de um quadro tão cinzento?

Creio que assim como há muito tempo atrás Ana se ajoelhou e elevou ao Senhor toda a dor de sua solidão e amargura, devemos fazer o mesmo hoje.

Encorajo cada solitário, casado ou solteiro, a clamar a Deus. Talvez você precise da companhia de um filho, talvez você ainda precise de um marido/esposa para que o tão sonhado filho possa vir a existir.
Clame ao Senhor, mas não esqueça, assim como Ana, de devolver ao Senhor aquilo que Ele entregar em suas mãos.
Talvez seja um marido, talvez seja um filho, talvez sejam amigos, seja qual for a resposta de Deus ao seu clamor pelo fim de sua solidão. Não tome isso como apenas seu! Aprenda a compartilhar. Entenda que  o clamor de Ana por um filho, não foi apenas um desejo maternal que foi saciado, ela gerou em seu ventre alguém que desde menino ouvia a Deus e que soube marcar sua geração no próprio ambiente seco e religioso no qual foi tão prematuramente inserido.

 Que o seu clamor, produza impacto não somente em sua vida, mas de todos os que te rodeiam e que você possa ser aquele que como Ana, foi abençoado (gerou Samuel), soube cuidar de sua benção (até o seu desmame) e soube devolver ao Senhor a benção requerida (ao levar Samuel ao templo).

No amor do Pai,

Roberta Lima
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