quarta-feira, abril 25, 2012

Entre cores, sombras e fotografias.

Amy Hildebrand.
Isso mesmo, Amy Hildebrand.
Uma americana que nasceu cega por causa do albinismo e se tornou fotógrafa.


Li sobre ela no site da BBC


Engraçado que, quando li, algo me ligou a sua história. Pensei tanto sobre ela que: descobrir o motivo daquele fascínio todo que se instalara em mim, foi que como um desafio.


A notícia dizia que durante sua infância e adolescência Amy teve que passar por inúmeros tratamentos médicos para que pudesse enxergar algumas cores, formas e sombras; e, depois de todo esse processo, se graduou em fotografia.


Isso mesmo: Fotografia!


As mesmas imagens que a tinha tornado diferente da maior parte das pessoas e que roubou sua infância com idas e vindas à tratamentos médicos, não a assustava.
Pelo contrário.
Amy as trouxe para perto, fez delas imagens em papel e as guardou para si.

Confesso que essa história me incomoda pois me sinto tentada a disfarçar todas as minhas dores e inquietações.
Troco de assunto sempre que percebo a aproximação de um comentário pontiagudo que possa me ferir o ego e a alma.
Nego todas as minhas fraquezas as deixando o mais longe possível de mim. 

Sou covarde.

Dizer isso não é fácil mas é a minha verdade.

Algumas vezes me sento a fim de trabalhar o que me machuca mas não como Amy.
Minhas dores não estão em fotografia, mas em papel pequeno, em palavra leve, como notas de rodapé.

É escrevendo que tento me interpretar como pessoa e descobrir meios de transformar o que dói em mim em fonte de beleza e cura.

Tenho tentado, juro que tenho.
Se vou conseguir? Não sei.


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Blog de Amy: withlittlesound.blogspot.co.uk
A imagem usada no post é de autoria da mesma.
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