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segunda-feira, junho 30, 2014

Antigas vitórias


Há um poder destrutivo nas antigas vitórias. Algo que nos faz pensar que que são eternas e que podemos revivê-las sempre que as lembrarmos.

Nos aquecemos pensando em como aconteceram, como se  ainda existissem e merecessem total atenção e respeito.

Infelizmente, as conquistas têm curto prazo de validade; esfarelam-se após alguns poucos meses.
Se venceste há cinco meses em algo, hoje já não as possui mais.
Essa é a regra.

Não. Por favor, não pense que isso é cruel ou rude. A vida tem seus motivos de ser assim.
Precisamos de novas conquistas, novos assuntos, novas maneiras de ser nós mesmos sempre. Precisamos ter conosco desafios que nos impulsionem a fazer mais e melhor. É por isso que deprecia-se quem vive os tempos passados somente.

O antigo provérbio iídiche tem suas razões em dizer:

'O homem é o que é, não o que foi.'

Então seja.
Seja, na conjugação mais presente do verbo.
Seja o seu melhor todos os dias.
Pois viver pode até parecer, mas não é atemporal.


Um beijo,
Lu.

sexta-feira, junho 06, 2014

Uma poesia para Deus




Deus,
Peço-te:
Interpreta-me.

Não leia apenas as minhas palavras;
Elas são poucas,
Frágeis,
Quebradiças.

Cá, dentro, tem um mundo:
(Quase sempre)
Inabitado.
(Quase sempre)
Incompreensível.


Sei que habitas no secreto,
Nos dias em que não há;
Nos cantos intocáveis,
Nos acontecimentos invisíveis.

Por favor, peço-te:
Cubra-me!

Cubra me,
Com o teu silencioso cuidado.
E eu me abrigarei na confiança,
De que sempre estarás comigo.



Luciana Leitão

sábado, março 08, 2014

O tal 'Dia Internacional Da Mulher'



Hoje é o Dia Internacional da Mulher e, embora eu não seja muito chegada em datas e comemorações, compreendo o calendário como uma nota de 'memória' para as coisas que nos importam; e, hoje, a festa é para o ato de 'ser mulher'.

Penso que, ser mulher não é apenas a identificação de sexo, mas um comportamento interno, profundo e absoluto. Disse alguém - e não me lembro quem! - de modo certeiro: 'Ninguém nasce mulher', e isso é fato, nascemos meninas e com o tempo nos tornamos mulheres.

Apesar do ciclo natural ser essa transformação, há muitas 'mulheres' que envelhecem ainda em estado de menina, outras deixam que as características femininas se diluam em pedaços tão miúdos que sequer são percebidos; ainda outras amargam e estragam sua própria essência.

Apesar de pensar assim, sei que o 'ser mulher' pode ser resgatado em qualquer uma de nós que se proponha a isso, mesmo depois de muitos anos, pois, wsses atributos são nossos, por natureza.

A sensibilidade, a delicadeza e a força são alguns deles, assim como a coragem e a beleza. Há tantos e todos comportamentos que são nossos e nunca utilizamos! Falo por mim, que hora e outra abandono minhas necessidades de poesia e descanso para outras conquistas e necessidades.

Em suma, diferente dos outros anos em que desejei apenas um 'Feliz dia das mulheres' para as minhas amigas, hoje, eu gostaria de desejar, para muitas de nós, a restauração do 'ser mulher' e dessa essência quase perdida num mundo que exige que sejamos 'muitas' e que façamos milhares de coisas; nesse tempo em que exigem de nós posturas diversas e que desenvolvemos multiplas tarefas para podermos cumprir nossas metas e sermos respeitadas.

Desejo, de todo o meu coração, que a nossa natureza feminina tenha destaque em nossos comportamentos, nas nossas palavras e no nosso olhar.
Que sejamos mulheres na NOSSA mais pura essência.

Um beijo da 'menina',

Lu!

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

A janela




Tem coisas que nos acontecem na infância que mudam completamente o modo de vermos as coisas. E as pessoas.

Eu morava numa rua de nome difícil, que ficava nas bordas da cidade.

Meu vizinho da esquerda era o senhor Joaquim, um velho barbudo que amava as árvores, até fazia uma coleção delas no quintal da sua casa. 

E do lado direito morava a Maria, uma menina com uns três anos a mais do que eu.
Eu tinha seis quando a vi pela primeira vez.

Maria tinha um jeito de menina doce, doce bem doce, do tipo mel ou laranja lima, sabe?
Não gostei dela desde a primeira vez que a vi com um vestido cheinho de florzinhas e cabelos trançados. Gente muito doce parece que nasceu errado. 

- 'Créd cruis, por mil potes de açucar União!' num quero uma amiga assim não! _pensei.

É lógico que eu não quis manter contato com a menina, até porque dizem que a gente acaba se parecendo com quem conviv,e e doce sempre me fez mal. Morro de medo da 
tal diabetes, doença que minha tia Firmina têm desde muito tempo. Iac!

Tia Firmina tem mais anos do que a minha mãe, mas não casou e nem teve filhos. Se você pensa que ela é triste,  ahahaha você se enganou! Firmina é minha tia mais legal! E mais bonita.  E adora viagens e vestidos longos. Na minha opinião, ela é a mulher mais legal  do mundo todo! Depois da minha mãe, é claro.
Vai entender que critérios os homens usam pra escolher casamentos, né!?

Bem, da minha janela, eu sempre via a menina Maria a cortar flores. 

Três vezes por semana, ela vinha com tesoura e um cesto bem grandão.

Na minha opinião, de boazinha ela nada tinha! Quem tem coração, não mata florzinha, nem botão.
Todas as vezes, que a Maria saia para suas maldades de canteiro, vinha um menino ranhento a gritar por atenção. Era Joazito, seu irmão. 

João era um menino que gostava muito de gritar e de chorar. Duvido que tinha tempo pra fazer outras coisas! O barulho era sua maior ocupação.

Bem, a menina Maria era realmente muito má: matava flores e fazia qualquer coisa que - não imaginava o quê! - parava o choro do irmão.

Outro dia, a minha tia Firmina foi viajar.
Como a tia tem cama grande e muitos travesseiros, decidi que o melhor a fazer era  ir dormir lá. Vai que de noite algum ladrão entrasse e a roubasse, né?

-Te juro, tia. Não vou mexer em nada. Nem precisa trancar._foi o que eu prometi quando vi tia Firmina tirando as chaves do quarto antes de sair.

Daí, a tia - inocente - deixou a porta sem fechar.

Quando a noite já era bem noite, fui de pijama e chinelo pra lá.
Que delícia de quarto!
Que delícia de cama!
E aquilo tudo era meu. Só meu!
Usei a abusei de tudo o que podia, usei até o perfume dela pra deitar!

Naquela noite, dormi cheirando flor...

Acordei com o sol ainda fininho, e antes de voltar para o quarto que era meu, decidi usar a janela da minha tia para ver o que tinha do outro lado da casa da Maria. Queria ver qual maldade a menina escolhia para castigar o irmão.

A janela da minha tia era bonita, tinha vidro transparente e cortina. E me deixar ver o que antes eu não via.

-Isto aqui é perfeito! _pensei!

Foi aí que minha interpretação sobre a Maria mudou.

Notei que a Maria tinha também uma família, além do irmão. 
Da janela da tia Firmina, dava pra ver um pedaço do quintal da menina. 

Lá tinha uma velha bem velha, parecendo bisavó. A velha estava numa cadeira que tinha rodas e que era - também - bem velha. Talvez as duas tivessem a mesma idade. Deveriam ter nascido em mil oitocentos e bolinhas. As duas!

Assim que Maria retornava com as flores no cesto, colocava-os no colo da velha e, depois, as duas faziam ramalhetes. Um mais bonito do que o outro. 
A velha parecia gostar de fazer.

Não foi preciso segurar muito tempo a curiosidade sobre o irmão: mais um pouco e logo apareceu o menino chorão.

Só que, antes eu não percebia o grande volume na frauda que o menino tinha.

-Vá trocar seu irmão, Maria. _acho que eu até ouvi a velha mandar na menina.
-Sim, senhora! _concordou sorrindo a Maria.

Logo o menino não mais chorou. Voltou com outra frauda, limpinha e com um lencinho 'cheirador'.

Agora, a menina que antes era a mais exibida, da janela da minha tia, virou anjo. E até asa tinha.

Olha só o que olhar por outra janela me fez aprender...


....
Texto: Luciana Leitão
Imagem: Google

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Tá com fome? Vem cá, pra eu te falar sobre Jesus!



Engraçado como descobrimos quem somos numa discussão a respeito daquilo que mais amamos.

Outro dia, eu estava com alguns amigos aqui, em casa, e começamos a falar sobre diversas coisas, inclusive sobre os sonhos que cada um guarda dentro de si.

-O que você gostaria MESMO de fazer, Lu? _perguntou um amigo.

Nem usei tempo pra pensar!

-Gostaria de ir para o continente africano. Lá, buscaria histórias, as escreveria e retornaria parte dos recursos para fundações que abrigam e alimentam pessoas que se encontram em  situação de extrema fome e miséria.

A cara de espanto de um dos que estavam presentes me caiu como um susto.

-Você está maluca?! Lu, as pessoas precisam de Jesus. O que adianta irem para o inferno com a barriga cheia? Se eu fosse você, iria para alguns países falar de Jesus. Sabe como é, apresentar o Plano da Salvação para os perdidos.

Naquela hora, o assombro foi jogado em mim.

Até tinha me esquecido o quanto era chato conversar com alguns crentes!
Esperei um minuto para ver se aquilo era, ou não, uma brincadeira.
Infelizmente, não era.

Nem eu imaginava o tamanho da revolta que aquele comentário causaria.
Me revoltei! Discuti, briguei e disse que aquilo era... era... ridículo!!!

Pode falar que sou ruim, brava ou sei lá o quê, mas estou apenas contando o que eu fiz e  o que senti no momento.

[Antes que alguém me pergunte, sim: a paciencia e a mansidao são coisas que ainda precisam ser trabalhadas em mim.]

Calma, que a história dessa 'conversa entre amigos' ainda não acabou!

Passou-se uma semana. E mais outra.
E decidimos que seria muito bom nos reunirmos para mais uma conversa.

Marcamos de nos encontrar às 8. Em uma sexta.

O 'ser' me pareceu estar agitado, sem muitas paciências.
Quando a conversa chegou ao ápice, onde as pessoas estavam falando coisas mais profundas sobre si mesmo, o tal X levantou e disse:

-Preciso comer! Mal consigo concentrar-me para ouvi-los!
-O que houve? _perguntei.
-Estou faminto!
-A quanto tempo está sem comer?
-Desde o almoço._o  tal 'X' respondeu.
-Uau, quer ouvir sobre Jesus? Podemos te contar sobre o Grande Plano da Salvação. Que tal? Não é disso que realmente precisamos?

Na hora ele percebeu minha ironia.
Ok, sei que agi de modo vergonhoso e não incentivo a serem como eu. Mas era realmente aquilo que eu gostaria que ele pensasse: no quão incomodo é sermos privados das nossas necessidades mais básicas.

Essa coisa toda de ser 'espiritual demais', de pensar que somos apenas uma 'alma' e que precisamos somente de 'palavras consoladoras' e de 'direções espirituais', na minha humilde (e herege!) opinião, é uma das coisas mais medíocres que conheço!

Alguém, por favor, me diz: Onde esquecemos nossa humanidade?
Onde foi que abandonamos nossa preocupação com a justiça e o bem-estar das pessoas que nos cercam? Onde foi?!

Parece-me que em todo o tempo, Jesus preocupava-se em nos ensinar o quão importante é o fato de notarmos a necessidade do outro, e mais do que isso!,  de nos movermos a fim de supri-las.

Sinceramente, não consigo imaginar um Deus que destrate nossas necessidades; assim como - também - não consigo imaginar, um Deus que se preocupe com nossas vaidades.

O fato de Deus dizer-se VERBO, me faz pensar que ele se preocupa (e muito!) com as nossas atitudes. Mais do que isso, Ele não é 'qualquer' verbo, é o verbo mais puro e bonito que existe: o Amor.

Amemos, mas amemos de fato: sem muitas palavras e muitas ações.

E se você acha que o mundo todo 'está bem' porque você tem alimentos na sua mesa e vestes no seu guarda roupas, te deixo como uma mensagem, um 'lembrete' singelo, um
proverbio africano que diz:

"Uma pessoa bem alimentada, dificilmente acredita que a outra está com fome."

Acredite, há muita gente faminta.
Tanto de alimento, quanto de amor.

Beijos,
Lu.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Por uma vida maior



É fato que poucas coisas realmente importam. E essas, geralmente, são as quais atribuímos o menor valor.
Como os valores, em sua maior parte, são subjetivos acabam por não ser precificados e, por isso, tornam-se esquecidos.

As pessoas só pensam em preços, em dados e em números; e - de verdade! - eu não as culpo por isso.
Todos nós fomos treinados para acreditar que a vida é feita assim!

Na mídia, vemos milhares de gráficos apontando o sucesso ou a falência de pessoas e de empresas.
Apesar de úteis, os números não podem ser o fator determinante para avaliar o valor de uma pessoa ou até mesmo a ascensão de alguém. Para ser sincera, considero os números muito limitados quando se trata do assunto 'vida'.

Uma criança que nasce, por exemplo, não é apenas 'uma' criança. Para a mãe e para a família, a criança é a própria vida, um milagre, uma dádiva que os aconteceu.

Conheço uma moça que doa' de forma abundante, a sua vida fazendo o bem para seu esposo que, ainda moço, perdeu a capacidade da visão

Ela conhece o ritmo exato dos passos do marido, os milhares perigos de tropeços que podem acontecer pelo caminho e o modo de faze-lo sentir seguro.

Nunca vi o nome da moça em bancas de jornais, nem em revistas, menos ainda na televisão. Sabe por quê? Porque ela não tem dinheiro suficiente para estar lá, entre os 'mais admirados' e 'invejados' do mundo. Seu carro antigo não atrai muitos olhares. A não ser pelo barulho que faz!

Mas sabe? Ela tem a minha admiração!
Quero ser como ela.
Quero aprender a colocar minhas vontades num segundo plano, quando necessário, por amor.

Eu sei que aprendemos a admirar as pessoas pelo que elas têm, pelo que ganham e por quanto pesam, e  que raramente reconhecemos em alguém a capacidade da gratidão, do perdão, da boa disposição em amar e aceitar os que são diferentes.

Bem, para ser sincera, nem sei porquê escrevi tudo isso. Acho que foi um pensamento que se 'alongou' e pediu um pedaço de papel. Mas, do fundo do meu coração, espero que esse 'confessionário' descrito acima, gere em ti o desejo de busca pelos 'valores maiores' feitos e escondidos pela própria Vida.

Um beijo,
Lu.

....
Imagem: Tumblr.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

A canção dos 'Copos' e a crise existêncial

'When I'm gone, when I'm gone
You're gonna miss me when I'm gone'

....


'Quando eu for embora, quando eu for embora
Você vai sentir minha falta quando eu me for'


Song: Cups



- Qual é o meu lugar no mundo?!
- Pra quê nasci?!

- Afinal, qual é meu propósito?

Encontrei essas perguntas jogadas e esquecidas em uma das minhas caixas de velharias.
Confesso: nunca encontrei resposta que as servissem. Nem mesmo uma que distraísse meus questionamentos e me fizesse dormir em paz.

Por isso, depois de muito tempo, as abandonei.

O abandono não foi feito num ato desrespeitoso, ou por falta de zelo, mas porque as perguntas me pesavam e eu precisava seguir.

Mas, ontem, num  momento inesperado, a vida fez me fez pensar o assunto de um jeito diferente, num modo muito mais abrangente e desafiador. Penso até que essa seja a minha resposta.

Sim, eu disse 'minha'! E, acredite, não estou sendo egoísta por dizer ter a posse da tal compreensão.
Quando digo 'minha' é porque sei que a vida pode entregar respostas diferentes sobre o mesmo tema para outras pessoas.

Sinceramente, eu adoro quando a vida nos trata assim: de modo intimo e individual.

Bem, voltemos ao assunto!

Hoje, a resposta que me nasceu foi:

'Não há respostas concretas e absolutas sobre o que fazer e para onde ir;
E não há nada de errado em não tê-las.
O único erro está  na não busca dos caminhos e das respostas'.

Pensei muito a respeito e cheguei a conclusão que: a partir do momento em que abandonamos essa busca de como utilizar o que temos em favor do outro e pelo bem estar coletivo, abandonamos a própria vida. E é justamente nesse ato de egoísmo que a vida se esvai. Evapora. Nos deixa a mercê de nós mesmos e separados da sociedade.

É preciso buscar mais do que respostas para esse grande tema, é preciso buscar caminhos para se tornar alguém que faça falta, que seja lembrado pelos atos de amor e de bondade.

Olhar para o caos e perguntar-se: O que posso fazer para que isso seja restaurado?; exige muito mais responsabilidade e atitude do que perguntar-se por um destino que talvez nunca chegue.

Acredite, esperar um grande acontecimento para ser útil e abençoador é um grande erro. As oportunidades moram nas margens, nos cantos, nos locais escondidos que quase ninguém vê.

E mais! O ato de tornar-se alguém relevante - de trazer significado ao mundo - nada tem a ver com sua coleção de talentos, ou com quantas faculdades cursou; e, menos ainda!, com quanto dinheiro você tem. Sinceramente, você não tem desculpas!

A única coisa que importa é que esteja perto.
E que ame.
E que perdoe.
E que exponha o seu coração a amar novamente, quando for preciso.

Em suma: Só se questiona sobre seus propósitos quem está disposto em doar-se, a viver uma entrega tão profunda que seja capaz de transformar a nós mesmos, ao outro e o mundo.

Só assim marcaremos vidas; só assim cumpriremos o nosso propósito. Só assim poderemos fazer parte da grande canção dos 'Copos': todos juntos, no mesmo ritmo, com um mesmo coração; fazendo com que as conquistas não sejam apenas 'suas', mas 'nossas'.

Só assim, quando você se for, sentiremos sua falta.


Prece: Deus, quando eu for, quero fazer falta. Amém.


Abraços,

Lu.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Omissão: Um grande abismo




 'Se você é neutro em situações de injustiça, você escolheu o lado do opressor'. 
Desmond Tutu



  Assisti o vídeo acima na madrugada do dia 11 de janeiro, através de uma mensagem do pastor e psicólogo Neil Barreto, e desde então as imagens do experimento de Milgram* não me saem da mente.

  O propósito principal da pesquisa era analisar atitudes de obediência em relação às autoridades, mas o evento revelou muito mais sobre a alma humana, como por exemplo: a maldade e a omissão que habita dentro de cada um de nós.

  É provável que ao assistir o vídeo nossa ira se volte sobre a jovem bióloga que sorri ao dizer 'Acho que o matamos'; mas é fato que a grande parte dos participantes agiram do mesmo modo, apesar das emoções contrarias.

  Há algo dentro de nós que nos faz pensar que nossas emoções nos livram dos erros; algo que nos inocenta de não fazer o que deve ser feito, de não levantar-se em favor da justiça e do bem ao próximo. E é esse 'algo', essa mentira, que nos torna pessoas medíocres e insanas.

  Transferir responsabilidades a níveis hierárquicos e de dizer: 'é culpa do...',  'me mandaram', 'meu chefe pediu para...' ou 'o que pensariam de mim se...' nunca deu certo na doutrina cristã. Eva já tentou fazer uso dessa arma e não teve grandes resultados; e Tiago(4:17) foi bem objetivo ao dizer que: o erro - também - está em não fazer o que é certo.

  Salomão sabia sobre esse grande abismo que guardamos dentro de nós e de como alguns poderiam divertir-se com essas práticas desumanas e bestiais (Pv 10:23). Deus também nunca se enganou ao nosso respeito e, por isso, ofereceu sua graça.

  Apesar da compreensão do grande amor de Deus por nós, não vou terminar esse texto falando que somos/seremos perdoados de tudo de errado que fazemos e das boas coisas que deixamos de fazer. O que eu desejo dizer é que:
 
 Deus acredita que podemos ser diferentes e, mais do que isso!, que podemos fazer a diferença. 
Ele acredita que podemos ser 'luz'!
 
 
Minha prece é para que Deus nos dê coragem suficiente para não apenas fazermos o que é certo como também para lutarmos contra a injustiça e o desamor.

 
Abraços,
Lu.

...
*Stanley Milgram (1933 - 1984) foi um psicólogo norte-americano  graduado da Universidade de Yale.

terça-feira, dezembro 31, 2013

O que desaprendi sobre Deus em 2013

 
Semana passada, li sobre um sábio que estava a ensinar sobre negócios a um jovem. Num dado momento, o jovem ficou exaltado e disse que era impossível compreender as lições que o velho estava a ensinar. Ao  observar que o moço tinha a sua frente uma xícara de chá, o mestre pediu ao garçom uma garrafa de vinho e disse ao jovem: 'Sirva-se'.

O jovem olhou sua xícara - ainda cheia - e nada fez. O velho então disse: 'Se não esvaziar sua xícara, será impossível deitar vinho nela. Para ampliarmos nossos conhecimentos precisamos nos desfazer dos saberes desnecessários e errôneos que carregamos'*.

Ao ler esse diálogo, fiquei a pensar como minha compreensão de Deus mudou neste último ano, e como esse processo de 'desaprender Deus' foi, e tem sido, intenso e longo.

Até 2011, mais especificamente em julho, minha leitura sobre Deus era repleta de meias-verdades. Pensava não ser religiosa mas levava comigo um bocado de frases decoradas e ideias religiosamente (no sentido literal!) definidas. Fato é que a Vida (ou talvez Deus!) acabou com todas elas. Uma a uma, sem dó nem piedade.

Acredito que todos nós passamos por momentos decisivos onde: ou buscamos a Verdade em sua forma mais pura ou morremos no meio do caminho com as mãos repletas de dogmas e sofismas.

Decidi desaprender Deus. Na verdade, desaprender as imagens que a igreja me vendia sobre Ele para aprende-lo na sua forma mais pura possível. Eu sempre desconfiei que Deus era muito maior do que tudo o que havia ouvido, cantado ou lido sobre ele. Lembro que quando li o Salmo 104* pensei:'Uau! Deus é muito maior do que tudo o que já me falaram sobre ele!'.

[Antes de você me mandar uma mensagem, e-mail, sms, in box ou qualquer outra coisa me chamando de herege, saiba que eu NÃO sou contra igrejas, ok?! Sou contra a religiosidade e a manipulação que muitas utilizam para benefício próprio. Bem, acho que agora podemos continuar a leitura!]

Esse tempo de 'desaprendizagem' e 'reaprendizagem' de Deus foi - e tem sido - um processo doloroso, mas vital para quem decidiu caminhar e conhecer a Deus; Aliás, não é preciso um conhecimento teológico profundo para perceber que Deus se apresentou de forma progressiva à humanidade. E da mesma forma acontece em nós, como indivíduos.

Eis uma pequena parte da minha lista de 'desaprendizagens':

- Desaprendi a fragilidade de Deus e dos seus planos para aprender sua soberania sobre tudo e sobre todos;
- Desaprendi o mapa que, até então, me prometia levar até Deus para aprender que posso encontrá-lo em todo e qualquer lugar;
- Desaprendi os rituais religiosos para compreender que não há nada mais sagrado do que amar e estar com quem amamos;
- Desaprendi os planos divinamente traçados para aprender a liberdade das escolhas e das suas consequências;
- Desaprendi as leituras teológicas para encontrar Deus nas poesias;
- Desaprendi as respostas prontas e os velhos conceitos que me tornavam frágil, e manipulável;
- Desaprendi a religião para poder conhecer Deus.
 
Se pensei que desmoronaria sem tudo isso? Claro que sim! Pensei que não sobreviveria, mas estava enganada. Deus se mostrou maior do que tudo e minha fé nEle cresceu.

Hoje eu O amo ainda mais. De todo o meu coração.

Prece:
'Deus, agora minha xícara está vazia. Podemos colocar o vinho?'

Feliz 2014!

Beijos, Lu!
...
*Parafraseei um trecho do livro 'Problemas? Oba!', do Roberto Shinyashiki.
*Salmos 104:2-3: 'Envolto de luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda, e põe sobre as águas dos céus as vigas dos seus aposentos. Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento'.

O último dia do ano


Hoje é o último dia do ano. O último dia de uma série de acontecimentos que nos tornaram o que - antes - não eramos.

Sim, nós nos transformamos de acordo com o que vivemos; e a transformação, embora muitas vezes pareça assustadora, nada mais é do que a nossa resposta ao tempo, às fatalidades e a tudo o mais o que nos acontece. Somos uma soma mal feita dos dias que vivemos e dos quais deixamos de viver.
Por mais que isso nos perturbe, o Tempo é uma substância que independe de nós: acontece como deve acontecer, sem a possibilidade das segundas opiniões.

Minha percepção é que a Vida é mais flexível e até mais gentil do que o Tempo. Não raras vezes, a Vida se curva às nossas decisões e comportamentos; o Tempo não. O Tempo não segue regras que não são suas.

Mas o Tempo, hoje, diz que o amanhã será outro; E que também serão outros os dias que virão. Diz que os dias se vestirão de outras cores e o coração de outros sonhos, de outros destinos. Muitos tirarão planos que foram trancados em gavetas; outros desenharam novos caminhos.
O que importa realmente é que as coisas mudarão. Bem, isso se nós também mudarmos, pois o Tempo - quando é dia primeiro - caminha de acordo com os nossos passos.

Feliz 2014, amigos! :)

Beijos, Luciana Leitão.

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Uma nota sobre a Lei e a Liberdade


'A liberdade é assustadora'. Bem, depois de conversar com a Déia e pensar muito sobre o tema a única resposta que pareceu 'aceitável' foi essa.

Repare como muitos preferem aprisionar-se a regras infundadas e perturbadoras; Observe como a maioria de nós prefere decorar listas de 'pode e não pode' a buscar sabedoria necessária para fazer as melhores escolhas.

Compreendo que seguir uma lista é muito mais simples do que dedicar-se a compreender a vida, a si mesmo e ao outro. E sei, também, que essa lista é vital para que muitos não se percam. Observe as escolas e as igrejas, estão cheias de regras! Há crianças que se não receberem castigos jamais compreenderão o quão necessário é a instrução e o saber, o mesmo acontece dentro das igrejas onde alguns se afogariam em erros - contra si mesmos - se não houvessem as tais 'leis'.

Não sou contra as regras, sei que elas devem ser usadas por aqueles que delas necessitam. Só peço que não me impeçam de viver a minha opção: a liberdade.

Sei que ser livre é assumir milhares de responsabilidades - para si e para com o outro -, mas só consigo ser feliz assim: livre, sem pesos e sem cordas.

Beijos,
Luciana Leitão (Lu Poulain)

terça-feira, novembro 12, 2013

Lizzie Velasquez e as piadas desagradáveis nas redes sociais



É provável que você já tenha visto a foto da moça acima em algum mural nas redes sociais; Infelizmente, quase sempre, acrescida de alguma piada referente a magreza, a falta de
beleza ou qualquer outra coisa que não desejo citar aqui.

Bem, para quem não a conhece, o nome  dela é Lizzie Velasquez.

Lizzie nasceu em março de 1989, nos Estados Unidos e sofre de uma síndrome rara que a impede de ganhar peso.

De acordo com alguns sites que a entrevistaram, a norte-americana mede 1,57 metros, pesa cerca de 26 quilos e chega a fazer mais de 60 pequenas refeições ao dia para manter seus níveis glicêmicos estáveis.

A história da Lizzie me marcou por inúmeros motivos: Um deles foi o fato dela ter o mesmo nome de uma personagem literária que criei quando tinha meus 19, 20, anos (Lizzie é um dos nomes mais lindos que conheço. 'Se' um dia eu  me casar e tiver uma filha, quem sabe...); O outro motivo foi porque me senti constrangida ao ver publicações medíocres com a imagem de uma pessoa (sim, uma PESSOA!) que muitos nem se deram o trabalho de conhecer quem é.

As redes sociais mostram - de forma intermitente - o que há dentro de nós. E se há piadas com o outro, se há insinuações de que alguém é melhor ou pior do que nós pela sua estatura, peso ou condição social, é porque estamos doentes (quer admitamos ou não).

Sofremos de uma doença - ainda sem nome -  que nos impede de olhar para o outro como um igual.
Precisamos insistir que as diferenças desvalorizam o outro para - só então - nos sentirmos melhores. Há uma necessidade, tola e infantil, de compararmo-nos com os outros  o tempo todo e uma tentativa de demonstrar nossos talentos tendo como suporte a fraqueza de quem quer que seja.

Você, ao olhar para uma foto de Lizzi, pode até se sentir mais atraente, bonita ou sexy, mas garanto que não continuará a se sentir assim ao saber que Lizzie tem mais de 12.500 seguidores nas redes sociais e que,  há mais de 6 anos, promove uma mensagem altamente relevante a respeito da vida, da autoestima e do amor ao próximo através de palestras.  E se não bastasse, a moça vai lançar um livro que um bocado de gente aguarda ansioso para ler.

E agora, vai curtir ou compartilhar?!



quinta-feira, setembro 12, 2013

Nina, doce menina...



Nina,
Flore flores e brilha sol.
Sempre sorrindo,
Cantando.
Dizendo

Dizendo poema com os olhos
Brilhando luz,
Luz que fora dada por Deus.

Nina,
Menina dos lábios vermelhos
E sorriso de amora.

Nina,
Menina.
Do Reino.

Parabéns, Nina!
Que a graça continue sendo a marca de Deus sobre ti.

:)

Bjs, Lu

quinta-feira, agosto 15, 2013

O moço e a sua dor

Há dores que nunca nos abandonam. Morrem a gente. Algumas, de tão agudas, se agarram à história e sobrevivem até mesmo a nossa partida.

Conheci um moço que carregava uma dor como essas no ombro. O nome dele eu não lembro, mas recordo que era doutor; não desses que usam branco, mas dos que usam terno e gravata, e recebem para fazer justiça.

Ele nem deve ter me notado no primeiro momento. Lembro perfeitamente dos seus olhos analisando os fios de plástico, os medicamentos e o espaço no quarto usado por mim e outra paciente.  Os olhos dele se agarram nos meus apenas nos últimos instantes em que fazia seu trabalho. Talvez porque tenha notado minha escuta.

-Como segue a visitação dos médicos? _perguntou o moço à enfermeira. 
-Desde o inicio da CPI, todos estão seguindo as regras, doutor._respondeu a moça.
O moço suspirou.
Paralisado das pernas, caminhou o quarto, mais uma vez, apenas com os olhos.

-Engraçado voltar a esse lugar. A vida faz coisas estranhas com a gente...

A enfermeira segurou os olhos sobre ele até que sua fala continuasse.

-Meu pai, há três anos morreu aqui, neste hospital; E agora me mandaram fiscalizar justo este lugar, cheio de roubos e de má gestão. Meu pai nem estava tão doente! Veio até aqui porque não tínhamos dinheiro para pagar um médico particular. Trabalhou a vida toda para me dar estudo e me fazer doutor. Morreu porque me amava e, porque me amava, aceitava sempre o segundo lugar. 

Os olhos dele se enchiam de um sentimento denso. Talvez fosse raiva. Não o julgaria se fosse esse o sentimento.

Também fiquei com raiva.

-O que houve com seu pai, doutor? _foi a pergunta ousada da enfermeira. 
-O hospital estava lotado. Os médicos não realizavam suas tarefas e a equipe de enfermagem era relapsa com seus deveres. Os corredores estavam lotados com pessoas nas macas e cadeirantes; não havia espaço nos quartos. Disseram que me pai se engasgou e não havia ninguém para o ajudar. Ninguém ouviu os gritos dos pacientes ao lado, pedindo ajuda. Percebi que quando o descaso acontece no coletivo, ninguém se sente culpado. Não há responsáveis e, apesar de haver morte, não existem assassinos.

Houve um silêncio oco. Aquela conversa não me subia ao coração, ficara como um peso no estômago.
É difícil ver gente sofrendo. Mais difícil ainda é ver homem de terno desaguando o pranto; e o luto.

-Quiça Deus tivesse olhado para as minhas circunstâncias e recompensado as boas ações minhas e do meu pai. Teria me livrado dessa dor, ou então me dado a dádiva das dores menores; não estas que me pesam chumbo e são mais infinitas que o oceano. _disse o moço como se confessasse seus pensamentos a um padre ou a qualquer outro líder religioso.

O quarto ficou ainda mais em silêncio, e a enfermeira nem se deu o trabalho de esboçar qualquer som ou explicação.

- Às vezes culpo a Deus por ter deixado tudo isso acontecer. _continuou o moço_ Tento não culpa-lo. Todos os dias eu tento, e me pesa a culpa por não conseguir...

Jamais esquecerei quando, naquele instante, seus olhos se agarram aos meus. Ele dissera seus pensamentos mais profundos e, agora, me olhava como quem pedisse respostas.
Apesar da conversa terminar sem ponto final, foi possível visualizar o moço carregando sua dor ao partir.
Nem mesmo seus sapatos finos conseguiram tornar seu caminhar mais leve.

...

Prece: Que quando me deparar com a dor que ela seja, ao menos, suportável.

....
Abraços,

Luciana Leitão (Lu Poulain!)

segunda-feira, maio 20, 2013

Ervas Daninhas


Mas é claro que é necessário descobrir nosso lugar no mundo, saber onde nossas habilidades serão usadas para benefício nosso e de outros.

Veja: até mesmo as flores, quando encontradas em lugares impróprios, se tornam ervas daninhas.

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Prece do dia: 'Que eu tenha sabedoria e capacidade de trilhar os caminhos que são meus
 
Luciana Leitão

segunda-feira, abril 29, 2013

Uma nota sobre: O amor


"Não machuque a palavra 'amor'
Antes, faça silêncio
Como se prece fosse

Não machuque a palavra 'amor'
Guarde-a nos lábios
Esconda-a como segredo

Não machuque a palavra 'amor'
Trate-a como semente
Até que amadureça

E transborde"


Luciana Leitão

segunda-feira, abril 22, 2013

Marcas




A história é feita de rastros: Levamos sempre um pouco das pessoas que passam por nós e deixamos nelas partes de quem somos.

Aprendemos a olhar a vida a partir do que sentimos e, por isso, as culpamos pelos nossos fracassos, dores e limitações. Mas é necessário compreender a vida a partir de um outro olhar, um olhar mais holístico; mais abrangente.

Pensar não só nas marcas que recebemos,mas também nas quais deixamos. E fazer de tudo para que elas sejam marcas de cura e de paz.

...
Prece do dia:

'Deus, que Teu amor (apesar das minhas tantas imperfeições) se estenda através de mim. Amém.'



Beijos, Lu (a Poulain!)

terça-feira, abril 16, 2013

Companhia




Uma amiga, sabendo da minha paixão pelos textos de Mia Couto, me mostrou uma citação dele que diz:

'Ninguém tem ombro para suportar sozinho o peso de existir'. 

Concordo com ele! A vida vivida só é muito pesada. É preciso gente para dividir o peso, a risada, os segredos e (até mesmo) os chocolates.  É preciso companhia leve e singela; Presença suave, como a seda que veste a cama para acolher o cansaço e as alegrias do dia que ficou em nós.

Minha prece é para que tenhamos e sejamos a presença que tanto necessitamos.

Mil abraços, Lu!


...
*Mia Couto é biólogo e escritor moçambicano.

sábado, abril 13, 2013

Platônico




Platônico pode der o sonho de quem nunca se dispôs a viver;
Ou, a memória criada do que nunca houve.

Platônico pode ser um encontro que ocorreu apenas no coração;
Ou, até mesmo, uma viagem que ficou apenas no imaginário.

Platônico pode ser, também, o amor de quem tem medo.
O sentimento de quem ainda espera.

Fato é que a vida é cheia de agendas não cumpridas, de projetos não realizados e de encontros que nunca foram feitos.

E tudo isso não deixa de ser bonito, pois nisso habita a expectativa daquilo que nunca foi mas que, de alguma forma, aconteceu. Cá dentro.


Lu (a Poulain!)

quarta-feira, março 13, 2013

Incertezas e fé


Vivemos a sombra das contingências, das incertezas.

Esperamos sempre algo do acaso, sobrevivemos ao que é incerto e aguardamos ansiosos pelas oportunidades. Caminhamos em uma linha fina entre os acontecimentos do hoje e as surpresas do amanhã.

Pensar que nossa vida está suspensa entre os planos do agora e mistérios dos outros dias pode nos deixar aflitos. Afinal, quem pode com o acaso? Quem está livre das circunstâncias que não se esperam? Quem dirá  se teremos as oportunidades que tanto desejamos?

Ed René Kivitz escreveu em sua rede social uma frase que guardei para mim:

'Deus não é prisioneiro da contingência.'

Deus não se limita ao acaso, as fatalidades ou quaisquer outra coisa que pode, ou não, nos acontecer.

Ele é maior.

Talvez andar pela fé seja isso:

Saber que Ele está perto com, ou sem, as grandes possibilidades; Com, ou sem, a realização dos nossos planos; Com, ou sem, as dificuldades que nos acometem.

Ele está perto sempre.


Beijos, Lu.