sábado, setembro 15, 2012

Max Lucado, Amor acima de tudo


Nancy é solteira. Quarenta anos e tanto e solteira. As amigas conversam sobre fraldas e escola, sobre as esquisitices dos maridos e as curiosidades da vida em família. Ela só ouve e sorri. 

Ela é solteira. As pessoas nunca perguntam de fato, mas o olhar delas deixa transparecer a pergunta. “Você não é casada?”, essa é a pergunta. Por que não? É o pensamento. Tem alguma coisa errada? Algum inconveniente? Algo anormal?

Servir em uma equipe da igreja exacerba o contraste. Ela aquiesce submissamente com a cabeça quando os membros da igreja contam histórias das férias em família e as aventuras do descanso do casal. Ela passou o últimom Natal com os pais, depois, foi sozinha para casa. Ela gosta de viajar, mas é difícil conseguir companheiras de viagem. Como ela pode amar a família da igreja se eles têm o que ela quer? 

Às vezes, ela sente-se vulnerável à noite. Que barulho foi aquele? Ela tem consciência de sua condição nas festas. Vou sozinha? E ela tem de lutar contra a inveja. Não contra a raiva. Não contra o ciúme avassalador. Com certeza, não contra o ódio. Apenas contra a inveja. Um leve ressentimento direcionado às mulheres que têm o que ela não tem. E ela está preocupada. 

Bem, ela deveria estar. Pois o que hoje é um leve ressentimento pode se transformar em um incêndio amanhã. 

Suponha que você descubra uma chama em sua casa, minúsculas línguas de fogo dançando na barra da cortina, na franja do tapete, do lado do fogão. O que você faria? Como reagiria? Você encolheria os ombros e iria embora dizendo: “Um pouco de fogo nunca danificou uma casa.”

É claro que não. Você acabaria com o fogo. Jogaria água, bateria com um pano, abafaria — faria qualquer coisa menos permitir que o fogo continuasse.

Você não toleraria uma chama persistente em sua casa. Por quê? Porque sabe como o fogo aumenta.

O mesmo é verdade no caso do seu coração. Deve-se alertar em relação ao fogo no coração que, se deixado sem controle, pode se transformar em uma labareda ávida que consome tudo que for consumível. O nome desse fogo?

Salomão identificou-o. “O ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente” (Cantares 8:6).

“Não tenha inveja. [...] Confie no Senhor e faça o bem” (Salmo 37:1,3). A cura para a inveja? A confiança. A causa da inveja? A desconfiança. Quais são as consequências da inveja? Solidão encabeça a lista. Salomão diz: “O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja?” (Provérbios 27:4)

Você precisa fazer o que Nancy fez. Deixe de ouvir o que você quer e comece a confiar em Deus para prover o que você precisa. Ouça a história dela: “Foi poucos dias antes da festa anual de Natal. Dei-me conta de que podia ser uma das poucas solteiras entre os participantes. Esse pensamento foi assustador e, claro, não queria realmente ir à festa. Mas à medida que orei, percebi que Deus queria que eu fosse e que ELE queria ser meu parceiro. Não sei como isso podia acontecer, mas comecei a orar para que pudesse perceber a presença dele ao meu lado o tempo todo e para que pudesse irradiar essa presença. Assim, 'nós' fomos à festa.

Quando 'entramos', vi imediatamente um homem interessante, um candidato em potencial,
com uma mulher bonita. Não me intimidei. Conforme 'caminhamos' de sala em sala,
conversei, encorajei as pessoas que vi e realmente pratiquei o pôr os outros em primeiro lugar. Quando 'fomos' embora aquela noite, entrei em meu carro para a longa viagem de volta para casa e irrompi em lágrimas… lágrimas de alegria e de dor. Regozija-me de sentir a paz e a presença de Jesus de forma tangível a despeito da dor da solteirice.

Na segunda-feira seguinte, uma amiga parou em meu escritório e disse: 


— Vi-a na festa e perguntei-me se não seria difícil para você o fato de ter ido sozinha. Mas passei por aqui apenas para lhe dizer que, naquela noite, você irradiou a alegria de Deus.


Desde aquela noite, fui a incontáveis casamentos, recepções, reuniões de classe e festas tendo Jesus como meu parceiro. Não posso dizer que é fácil, mas sei que a cada evento minha fé cresce. Jesus é uma presença real, tangível — tão real para mim quanto para qualquer outra pessoa. Continuo a crescer em meu entendimento do que representa ter parceria diária com ele nas pequenas e nas grandes coisas e o que representa para ele ser o sempre presente e disponível amor de minha alma.”

Deus recusa o que queremos a fim de nos conceder o que precisamos. Você deseja um cônjuge, ele oferece a si mesmo.

Lido em: http://www.ediouro.com.br/site/

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