quarta-feira, janeiro 01, 2014

No ritmo da Vida



Um ano todo novo começa hoje e de repente temos aquela sensação de que recebemos uma nova chance de reescrever a nossa história, como se mais uma página do livro fosse virada no livro do ciclo da vida. Uma página em branco. E então uma pergunta surge: O que vamos escrever nela?

É provável que ainda estejamos processando as informações do “balanço” do fim de ano, período muito comum para coisas assim. Avaliamos o ano que passou, tantas vezes como num piscar de olhos diante de nós, talvez percebamos que aquela lista de objetivos para o ano não foi concluída (“Mas de que lista ela está falando?! Sequer fiz uma!). Ou nos conscientizamos de que abandonamos alguns objetivos quando os primeiros obstáculos surgiram, ou ainda, tenhamos nos desviado deles por razões diversas. Avaliamo-nos em relação ao que queríamos e ao que nos foi proposto durante o ano, como reagimos e do que tiramos algum proveito diante de tudo o que foi surgindo nos mais de trezentos e sessenta dias que se passaram. Como resultado, podemos encontrar uma série de desculpas para nossa falta de foco, desistência ou insuficiência em realizar tudo o que planejamos no início do ano passado. Podemos também nos dar por satisfeitos com alguns resultados obtidos, ainda que não tenhamos sido os melhores do ano no que nos propusemos a ser ou, por algo que nem saibamos realmente definir, fomos agraciados de tal forma que superamos todas as nossas expectativas. Sinceramente eu não sei em qual dessas três possibilidades você se encaixa. Eu desconfio que faço parte de uma maioria que conseguiu lidar com o ano que passou assim: ganhando e perdendo, conquistando e cedendo, realizando algumas coisas importantes e engavetando outros planos (que no início pareciam também essenciais). O resultado final? Ganhei e perdi e a balança se equilibrou. Estou aprendendo com isso e deixando a gratidão soar mais alta a sua voz, como uma forma de consolo e inspiração para mudar um pouco mais esse ano.

A verdade é que, a menos que algo inesperado aconteça, a vida costuma ter sua cadência, seu ritmo, sua forma de se desenvolver para cada pessoa. Talvez seja algo como uma dança. Mas uma dança particular, feita para cada indivíduo, com música, ritmo e letra que envolva toda a sua cultura, sua experiência e interaja com cada um em movimentos de ações e reações com tudo o que nos envolve. E é justamente por isso, por esse movimento da vida, que eu acredito que Deus existe e age em nós. Sinto-me segura ao observar que tudo o que existe tem seu ritmo, seu ciclo que se desenvolve e se completa, para crer em Deus e em sua Palavra. E já que temos essa sensação de que uma folha do livro foi virada e ela está em branco, esperando-nos para os próximos registros, que tal começarmos o ano um pouco mais próximos do nosso Criador? E não estou falando de frequência nos cultos ou missas, em grupos de oração, grupos de estudo caseiro (sou favorável a todas essas formas de reuniões), tampouco de tudo o que já pensamos conhecer sobre Deus. Falo de permitir que a Luz ilumine o nosso conhecimento. De desafiarmo-nos a experimentar uma vida com Deus totalmente nova nesse ano, a estarmos dispostos a sermos mudados, a ter nossos paradigmas quebrados, a conhecermos profundamente o Evangelho, a permitir que nosso caráter seja moldado pela Palavra, a colocarmos em prática tudo o que nossos lábios professam sobre Cristo.

A versão “A Mensagem” da Bíblia inicia o Evangelho de João introduzindo Jesus de forma brilhante:
“Antes de tudo, havia a Palavra, a Palavra presente em Deus, Deus presente na Palavra. A Palavra era Deus, desde o princípio à disposição de Deus. Tudo foi criado por meio dele; nada – nada mesmo! – veio a existir sem ele. O que veio à existência foi a Vida, e a Vida era a Luz pela qual se devia viver. A Luz da Vida brilhou nas trevas; as trevas nada puderam fazer contra a Luz.” (João 1:1-5).

Não poucas vezes, a Palavra afirma que Jesus é a razão pela qual tudo subsiste. Essa mesma harmonia que houve desde o princípio no relacionamento de Deus consigo e a criação está disponível para nós através do Deus Filho encarnado, Jesus, como nos explicou o apóstolo João: “o Filho é como o Pai, sempre generoso, autêntico do início ao fim.” (v. 14), ele afirmou: “tudo veio por meio de Jesus, o Messias. Ninguém jamais viu Deus, no máximo fora um vislumbre. Foi, então, que essa Expressão única de Deus, que existe no próprio coração do Pai, se revelou, com a clareza do dia.” (v. 18).

Acredito que a “dança” da vida será muito melhor executada por nós se aquele que a fez estiver, efetivamente, dançando conosco. Está na hora de sermos aqueles que fomos chamados para ser, de deixarmos que a Luz brilhe em nós e ilumine nosso conhecimento, gerando mais vida para que tudo isso, de forma harmoniosa, seja transmitido para todas as pessoas que passarão por nós, está na hora de preenchermos as páginas em branco em harmonia com o nosso Deus durante os próximos trezentos e sessenta e cinco dias do novo ano. Se vamos dançar ao ritmo da vida, que seja uma dança harmoniosa e cheia de Luz e Vida. Que seja irresistível para quem ouvir o som e nos ver dançando!

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Um Feliz Ano Novo, cheio de ritmo e Vida para todos nós! 


#2 Andréa Cerqueira
(@acspira)
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