quinta-feira, novembro 29, 2012

O verbo se fez carne...


A folha de papel é o infinito
guardada entre capas de finitude,
e a pena que dança a sonata
apenas cumpre o que diz o poeta:
"o verbo se fez carne",
o eterno que é terno,
acaricia a alma
com palavras de carinho
e gestos de candura.
O infinito se 'finitiza',
tornando a distância
pura proximidade e ternura.
O infinito fugiu da folha de papel,
virou palavra,
perene e limitada,
sujeita ao pó,
ao vento,
a semântica
e a sintaxe.
O verbo se fez substantivo,
tornou-se pó da terra,
barro, cerâmica
e para ser vaso,
antes precisa ser lama
e para voltar ao infinito,
precisa se tornar
reticências...

Thiago Azevedo

Thiago escreve em: http://descansodaalma.blogspot.com.br/
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