segunda-feira, março 14, 2011

Aos que não casaram...aos que pensam em separar...aos que pensam em voltar...


"Aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar,
aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar. aos que
pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de
saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a
familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido
e mulher não há laços de sangue,
A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta... Por não haver nenhuma garantia de
durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de
cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER
ETERNA. Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas
insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações
românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem
que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor
tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma
paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem
comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não
foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar
imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar só é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para
enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas,
contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar
exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta,
apenas, amar. Entre casais que se unem, visando à longevidade do
matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa
camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não
escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente,
fusão. E que amar "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que
acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão,
racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para
sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas
não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer
bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para
amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode
nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades à todos nós!"


Artur da Távola
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