segunda-feira, agosto 08, 2011

Por um Evangelho mais autêntico!

Quero compartilhar que após treze anos buscando viver uma vida segundo a vontade de Deus, tendo Cristo como referência e seu Corpo (A Igreja) como parte daquilo que eu mesma sou, cheguei a algumas considerações.

A pergunta que resume o desafio é: Que tal um Evangelho mais autêntico? Mais parecido com Cristo?

O Evangelho é para os doentes. Foi por todos nós, os necessitados, que Jesus encarnou em forma humana, padeceu na cruz e venceu a morte. Por nós, os doentes. Se você tem consciência de que é pecador e que almeja melhorar como ser humano, por que não viver humildemente reconhecendo isso aos outros? Tenho visto milhares de super-crentes por aí e sei que alguma coisa está errada! Viver com Cristo, no caminho do Evangelho, não é viver uma vida sempre ajustada em todos os sentidos, livre de aflições, desafios e necessidades. Não! Viver com Cristo é ter consciência de que por mais imperfeitos, falhos e inaptos, pela graça divina, Deus nos faz portadores de sua glória e de seu amor para iluminar esse mundo caótico a fim de lhes mostrar luz e direção. Jesus não rejeitou os aleijados, impuros, doentes, endemoninhados, ladrões, mentirosos, tampouco as prostitutas, os pobres, os excluídos, mas antes, rejeitou duramente os orgulhosos, os religiosos, os presunçosos e os que sustentaram uma imagem hipócrita de santidade, cujos corações estavam entorpecidos por poder, fama, aparência, status e religiosidade. Esses eram os que se consideravam sãos! E Jesus claramente disse: vim para os doentes, os sãos não precisam de mim.

Sejamos autênticos. Inconformados com a nossa realidade pecaminosa, sim! Desejosos da transformação de Deus em nosso caráter, sim! Conscientes de nossas limitações de viver uma vida segundo os padrões da Palavra, sim! Esperançosos de que somente a graça redentora de Deus nos basta e que suas misericórdias se renovam a cada manhã, sim! Crentes de que para Deus nada é impossível e que ele cuida de nossas necessidades, sim!

Mas sejamos verdadeiros sobre tudo o que cremos. Não podemos mudar a nós mesmos por mais empenho, cursos, terapias e quaisquer outras coisas que contribuam para a nossa transformação, sem que acreditemos e confiemos que é Deus quem tem esse poder de nos transformar, usando os mais diversos instrumentos para tal.

Paremos de fingir. As pessoas não precisam da opressão da religião. Elas não desejam se relacionar com pessoas “perfeitas”, que ostentam uma aparência de quem já superou traumas, desvios de caráter, vícios e etc. Pessoas precisam de pessoas. E somos nós a esperança da glória de Deus nesta terra. Enquanto vivemos, por mais arriscado que seja, sejamos transparentes. É óbvio que a transparência tem seu preço (e costuma ser alto), pois nos torna vulneráveis. Mas quando olho para a Palavra, para aqueles a quem Cristo transformou e os fez instrumentos para proclamar o Evangelho, então tenho certeza de que foram os maltrapilhos e os vulneráveis, mais abençoados que os religiosos.

Os religiosos manipulam, mas cristãos comprometidos com o Evangelho apenas caminham para o alvo e, no caminho, influenciam outros a caminharem também. Não por suas próprias capacidades, mas porque depende de Deus, não do ser humano. Afinal, reconheçamos: onde houve abundância de pecado, há abundância da graça.

Caminhando e buscando cada vez mais a autenticidade, um dia chego lá!

Andréa Cerqueira

Reações:

Um comentário:

  1. Gostei muito do Post!Autenticidade é tudo! Penso que essa pressão da religiosidade é muito nociva, as pessoas negam sua humanidade quando são humanas, negam seus sentimentos, fraquezas quando o q as faz humanas é exatamente isso: suas emoções, por isso que muito se decepcionam e não se acham "dignos" de permanecer junto ao que chamam de corpo de Cristo, pois a exigência é tamanha, são tantos cursos, seminários, e mesmo assim os sentimentos permanecem, não terminam num final de semana e ai o estrago se inicia... devemos sim buscar a santificação, mas reconhecendo nossas fraquezas e assim aprimorando nosso caráter em Deus, com tempo diálogo, conhecendo a nos mesmos, sem formulas mágicas e esoterismos evangélicos!

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