quinta-feira, maio 31, 2012

Aprendiz de mim #12: A questão do futuro


Já perdi as contas de quantas vezes escrevi, cantei ou filosofei, enfim, em que empenhei meu tempo e meus sentimentos para falar do Sr. Tempo.

Já fui interrogada por historiadores sobre esta minha mania de falar sobre o tempo. Me disseram que isto, inclusive, é assunto deles.

Não falo dele, o tempo, de nenhuma perspectiva específica. Não tento conceituar o inconceituável, limitar o ilimitável. Alguns o chamam de cronos (tempo cronológico), outros o enxergam como kairós (tempo não cronológico). Mais do que dizer como o enxergo, sei que ele me enxerga muito bem e conhece-me em detalhes.

Divagações à parte, o que preciso expressar nesse tempo em que escrevo e que futuramente (presentemente – depende do referencial) serei lida é a questão do futuro. Este é um dos nomes do tempo: FU-TU-RO, aquele tempo que ainda não chegou, mas que no presente já muito se sonhou.

É nele, o futuro, que moram os planos (alguns mirabolantes), as promessas não cumpridas, os desejos secretos (e também os escancarados).

O futuro!

Muitas vezes delegamos à ele a responsabilidade por nossa felicidade. Em certos momentos vinculamos à ele a tomada de certas atitudes. Muitos lá se refugiam como forma de se protegerem das responsabilidades do presente, bem como da necessidade de encararem o “hoje” e suas circunstâncias por vezes embaraçadas.

Que o futuro se cumpra. Que as circunstâncias idealmente projetadas carreguem em si mesmas a nossa necessidade de hoje agir, de pensar e decidir. Desta maneira muitos sutilmente se entrelaçam à afirmações como: “No dia em que acontecer isso” ... “no dia em que eu possuir aquilo (...)”, “quando chegar àquela circunstância” (...), “tão somente se (...)”.

Tantos advérbios habilmente utilizados para sutilmente nos furtar a beleza dos adjetivos do “agora”.

Ecoa em minha mente uma antiga frase, dita por um apóstolo, homem que muito padeceu e muito amou, seu nome era Saulo, depois transformado em Paulo, o qual aprendeu a não delegar ao futuro sua felicidade ao exclamar que aprendera a estar contente em toda e qualquer situação. Em fartura ou escassez, tudo podia Naquele que O fortalecia. (Filipenses 4: 11-12).

Toda e qualquer situação.
Todo e qualquer tempo.

Que saibamos assim como os filhos de Isacaar a discernir os tempos (1 Crônicas 12:32).
Que como o Mestre Jesus nos ensinou, possamos avaliar na hora de construir uma torre, sabendo que é no presente que começamos o futuro (Lucas 14:28) e que o processo de construção é futuro feito presente na vida da gente.

Há que se sorrir para o futuro e seus lindos sonhos e planos que nos aguardam em alguma dobradura de tempo, mas há que se abraçar o presente com garra e valentia, pois é ele o que realmente tempos e é com ele que (com) vivemos.

Aprendendo sobre o tempo no tempo,

Roberta Lima

Porque eu aprendi que ninguém voa alto, sem antes firmar os pés no chão para tomar impulso. {Erica Gaião}  
Reações:

Um comentário:

  1. o planejamento da nossa vida depende de nossas ações de hoje e só quem pode mudar isso somos nós mesmos!!! belo relato

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