sexta-feira, julho 20, 2012

Quem vai cuidar dos seus se você morrer?


Jesus ensinava, curava e alimentava milagrosamente multidões. Tinha em sua comunidade de convivência cerca de 120 pessoas. Certo dia decidiu comissionar um grupo de discípulos para realizar milagres e anunciar o Reino de Deus em algumas cidades, 72 foram enviados. Chamou para perto de si, para andar diariamente com Ele, freqüentar os mesmos ambientes sociais e ouvir com mais detalhes o Evangelho, apenas 12. Dentre esses, Ele chamava 3 para orar em momentos de maior necessidade, Pedro, Tiago e João. Dos 3, Jesus escolheu João para confiar a segurança de sua mãe, depois que morresse.

Em Jesus e em sua maneira tão humana de ser, aprendemos que as relações humanas são tão diversas e abrangentes quantos forem nossos encontros, ambientes, predileções e oportunidades. E em diferentes níveis de profundidade e intimidade.

Acreditar ser possível ter intimidade com a multidão como se tem com o pequeno grupo, é ilusão. E exigir isso de algumas pessoas mais notórias e populares é injustiça. Acreditar que a melhor maneira de viver é esconder-se no meio da multidão e não desenvolver relações pessoais, íntimas e profundas é grande fonte de melancolia e tristeza.

Depois de tudo, o que contará mesmo é se temos alguém em quem confiar as pessoas que amamos, quando faltarmos, se temos para quem entregar as chaves daquilo que na vida guardamos com cuidado. Esta é uma boa medida para nossa saúde relacional.

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