segunda-feira, dezembro 17, 2012

Escrevendo sobre não conseguir escrever...

Eu sou frequentemente inquieta. E bastante ansiosa, devo confessar. Enquanto inicio a leitura de um novo livro, esteja certo de que estou com pelo menos mais um ou até dois em andamento. Gosto de um mix de outras coisas além de ler, das quais, ouvir música, está lá no topo. Converso muito e escrevo sempre que posso. Daí o meu estranhamento quando, sei lá por qual razão, fico introspectiva ou, pior, improdutiva. Porque introspecção é preciso, ainda mais quando passamos por um desses momentos em que mergulhar para dentro de si pode significar um ressurgimento no qual você tenha ainda mais inspiração, força, fé ou simplesmente esteja pronto para ser um ser humano um pouco melhor. Não é introspecção de tristeza, é apenas de pausa, silêncio e reflexões. Mas improdutividade me incomoda. Mais ainda se tenho uma porção de ideias para novos textos, mas sequer consigo achegar-me ao teclado do computador para escrevê-los. Parece uma espécie de alergia. É estranho.

Mas eu também costumo ter o que chamo de “dias estranhos”. No entanto, meus últimos dias estranhos prolongaram-se e tomaram forma de semanas, meses. E, em processo de rompimento com a improdutividade, tenho pensado em algumas coisas sobre esses períodos:

Improdutividade gera crise, mas crises podem ser justamente o ponta pé inicial para mudanças;

Não sabemos (ou fingimos não saber), mas estamos em constante transformação – e isso é bom;

Tristeza por um período prolongado pode ser sinal de que alguma coisa não está bem – mesmo – é bom tomar cuidado;

Não importa como nos sentimos, há pessoas carentes de um bom dia, um sorriso e um abraço – e isso pode transformar o dia delas e o nosso também;

TPM não dura o mês inteiro – por mais que algumas mulheres pareçam ser a TPM em carne e osso;

Mal humor pode ser fome, cansaço ou simplesmente sono – mas algumas pessoas são tão mal educadas que você não consegue diferenciar uma coisa da outra;

Períodos de improdutividade acontecem quando seu mundo interior está se movendo – assusta um pouco, mas vale a pena acreditar que o melhor está por vir;

Muita música, o mundo das artes, da literatura e bons companheiros para caminhar a passos lentos são essenciais para períodos assim;

Por fim, tenho percebido que Deus só quer que sejamos humanos, com todas as implicações que isso pode acarretar. Confiando em seu amor expresso numa cruz e caminhando, porque é assim que o percorremos essa jornada.

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Escrevendo,

#2 Andréa Cerqueira
Reações:

4 comentários:

  1. Oi :D
    Gostei muito do post, creio que gostei dele por que às vezes me sinto da mesma forma, chego a ficar inquieta quando vem esssa falada improdutividade. É bom vermos que não somos os únicos assim :) Então posso dizer que de verdade gostei muito, e que você tem razão, Deus só quer que sejamos humanos ;)
    Bjs ;*

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    1. Mas olha só!!!
      Que bom que não estou mesmo sozinha!!!

      hehehehe

      Beijos!

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  2. Sei bem como é isto, Deinha. Minha fase improdutiva e "encaramujada" já tem bem mais de ano, e ainda não acabou. Dias bons, dias ruins (muitos), pedimos mudança mas não temos força de vontade nem esperança de que vamos conseguir mudar. Tem vez que a gente até pede pra Deus chamar a senha da gente logo pra dar fim ao que parece não ter fim.

    Mas no fundo esperamos que um dia tudo vai passar, ainda que este dia tarde. E um fato novo, como por exemplo começar o ano com um novo emprego depois de anos e anos no mesmo lugar, pode (ou não) sinalizar a chegada do início da mudança que precisamos... Vai saber...

    #depremodeoff... rs...

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    1. Queridíssimo Fabiano!!!!

      Vou começar comentando o fim (rs) >> Adorei o #depremodeoff !!!!
      (A-l-e-l-u-i-a-s-s-s-s-s!!!!) hehe

      Mano, que a improdutividade tenha fim e dê início a temporadas muitos mais alegres, de dias bons (que seja abundantes, oro!) e que você nos brinde com teus textos pra lá de animados e engraçados, ou romanticamente inspirados!!!

      =]

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