quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Os períodos de transição na vida




É fato, mudanças acontecem. E elas podem acontecer com maior frequência do que desejamos ou do que estamos dispostos a lidar com elas. Em todo o tempo as coisas estão mudando: a temperatura do dia, as estações do ano, muda-se um colega de trabalho, um vizinho, uma amiga é promovida e muda de cidade, outra se casa e muda de estado. As amizades que você manteve por anos com algumas pessoas mudaram, pessoas chegaram à sua turma, outras se foram, até que um dia você também mudou. Esses períodos de transição são inevitáveis em nossas vidas. Acontece que todos mudamos quando ocorrem mudanças.

O problema que enfrentamos nesses períodos transitórios e a carga emocional gerada por eles geralmente tem relação com a insegurança gerada, a expectativa de um resultado sobre o qual não temos controle, em contrapartida da estabilidade, rotina e conhecimento do período anterior. Enquanto algumas mudanças trazem alegria, novo fôlego, melhores condições sociais, outras causam dor e sofrimento. No entanto, nós podemos confiar em Deus para receber orientação, coragem, força e até mesmo paz para enfrentar esses momentos, afinal, naquele que lança o fundamento de todas as coisas nós podemos ter segurança:

“Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim”.

(Salmo 102:25-27)


Reagimos de maneiras diferentes às mudanças que acontecem em nossas vidas. Mudanças de emprego, rompimento de relacionamentos, luto e outras situações podem incidir em longos períodos de dor e sofrimento. Todos precisamos de um tempo para nos adaptar e lidar com as mudanças, recentemente aprendi que é preciso viver o tempo do meu “luto” depois de sofrido um trauma e, quando isso não acontece, uma hora ou outra no decorrer da jornada, a situação volta à tona e você precisa encarar os teus fantasmas. Pode ser o medo do que é novo, outras vezes nos falta autoconfiança e podemos também sofrer simplesmente porque não temos fé ainda o suficiente para lidar com o período de transição.

Acredito sinceramente que a transparência conosco, com Deus e com os outros nesses momentos é nossa melhor opção: quando encaramos a nossa condição diante das incertezas, podemos nos submeter ao controle de Deus. Constantemente declaramos nas canções e versos o quanto ele é Todo-Poderoso e que tudo está debaixo de seu controle. Mas sabemos que no dia-a-dia, falhamos em sentirmo-nos em paz algumas vezes. Podemos confiar nele para nos ajudar em nossas fraquezas: 

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza (...) E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

(Romanos 8:26a-28)


Apesar de como possa me sentir insegura com as transições na jornada da vida, escolhi confiar nele, e você?

Um carinhoso abraço,

Déia
Reações:

2 comentários:

  1. Déinha do meu viver,

    Teu texto falou tanto ao meu coração!

    "recentemente aprendi que é preciso viver o tempo do meu “luto” depois de sofrido um trauma e, quando isso não acontece, uma hora ou outra no decorrer da jornada, a situação volta à tona e você precisa encarar os teus fantasmas."

    Concordo e subscrevo cada palavra. Precisamos aprender a respeitar e viver cada tempo de nossa jornada.

    Lembrei também da frase que diz assim: "as mudanças quando necessárias sabem onde e como nos encontrar". Cabe a nós nos preparar!!

    Enfim, mana, é MOMENTO de "Frio na barriga, pé no chão e coração totalmente NELE"

    =)

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  2. Roberta creio que aprendemos a lição de que é preciso viver o tempo do luto, pela mesma mestra (rss.

    Creio que de todos os períodos de transição que me foi mais complicado de aceitar foi a "brusca" interrupção na minha carreira missionária em Cabo Verde, questionei muito como ELE permitia meu retorno depois de tanto esforço e de tanto estudo! Claro que depois reconheci o motivo de tudo o que ocorreu, posso dizer que ELE sabe que sou questionadora, mas sou verdadeiramente FILHA e aceito todas as suas vontades!!! rss

    Deinha lindo post mana!

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