sábado, novembro 26, 2011

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

ELIANE BRUM


A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.
 - Você é evangélico? – ela perguntou.
 - Sou! – ele respondeu, animado.
 - De que igreja?
 - Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...
O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)
Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:
- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.  
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A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.
Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.
Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.
É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.
Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.
Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.
Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.
Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.
Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.
Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele. 
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras)

ELIANE BRUMJornalista, escritora e
documentarista. Ganhou mais
de 40 prêmios nacionais e
internacionais de reportagem.
É autora de um romance -
Uma Duas (LeYa) - e de três
livros de reportagem: Coluna
Prestes – O Avesso da Lenda
(Artes e Ofícios), A Vida Que
Ninguém Vê
 (Arquipélago
Editorial, Prêmio Jabuti 2007)
e O Olho da Rua (Globo).
E codiretora de dois
documentários: Uma História
Severina e Gretchen Filme
Estrada.

4 comentários:

  1. Engraçado q eles nunca reconhecem o tanto q os ateus já ridicularazam e perseguiram os crentes, né? As vítimas sempre são eles.

    Não venho com isto dizer q ela não esteja certa em falar do despreparo dos evangélicos em aceitá-los, é uma VERGONHA mesmo pra quem se diz cristão ter este tipo de comportamento. É coisa de mente muito pequena, fechada, sem real conhecimento do que as escrituras ensinam.

    Contudo, NÃO concordo com esta visão "civilizada" (não sei se pós-moderna seria a palavra correta pq não é novidade) de que não podemos falar a nossa fé é errado porque estamos ofendendo a fé do outro. Se os cristãos embarcarem nesta, como já embarcaram em muitos países, ninguém vai pregar o evangelho obedecendo ao IDE de Jesus e a apostasia vai tomar conta igual tomou na Europa.

    Não podemos deixar de falar do evangelho a quem quer que seja, mas devemos fazer com sabedoria e com amor. E daí que muitos não querem ouvir? Pelo menos a parte da igreja (a verdadeira, invisível) deve ser feita, sem querer obrigar as pessoas a aderirem à fé em Cristo pq quem deve convencer (e pode) é o Espírito Santo. Mas a verdade precisa ser dita, e a verdade é Jesus, e SIM, TODOS precisam Dele, e sem Ele o destino de TODO ser humano é o inferno.

    Querem nos calar a qualquer custo, não caiam nesta. Ninguém gosta desta verdade, mas se a gente se calar estaremos provando diante de Deus que não temos amor por nenhum deles e nem nos importamos em obedecer o seu IDE.

    Amor e sabedoria para falar, é disto que precisamos, nos calar, não. Tentaram calar os apóstolos e eles retrucaram: "Convém obedecer a homens ou a Deus?" "Como não falar do que temos visto e ouvido?"

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  2. Boa noite Eliane Brum! Parabéns pelos prêmios conquistados, e continue arrebentando. Creio que você não é obrigada a acreditar em Deus (na realidade ninguém é), pois o livre-arbítrio foi nos dado para decidirmos em que ou em quem devamos crer. Para mim, tudo se resume em uma só palavra: Fé. Para crer, como para não crer. Jesus disse em uma de suas mensagens que “Se você crer, você verá a manifestação do poder de Deus em sua vida” (João 11.40). Poder de Deus? Sim, um poder que transforma tristeza, em alegria, medo, em coragem, desanimo em força, opressão em paz. Isto, não é mágica e sim, fé. E fé não se discute, pratica-se. Eis a razão, de tantas pessoas terem não só o seu comportamento, como também suas vidas completamente mudadas. Nunca por causa de instituições igrejas, ou por homens, padres, bispos, pastores, pais de santo e etc., mas sim, por alguém que não vêem. Isto é fé. Mas, existem também os taxistas fariseus hipócritas, que nunca praticam o que pregam, falam de um Jesus intolerante e acusador, afrontando abertamente os seus dois maiores mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a ti mesmo. Não se preocupe em acreditar em Deus, isso só será possível, se você quiser. Um grande abraço e fica na paz!

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  3. Concordo com o Fabiano quando diz que não podemos nos calar (At.4:20). Mas falar do Evangelho é falar do amor, sacrifício, morte,redenção e a possibilidade de viver em Novidade de Vida, aliás é isto que o versículo acima sugere. Não sei se a jornalista foi extremamente fiel ao ocorrido, mas o taxista dizer "Deus me Livre" ou " Vá a Igreja tal, não é, e nunca foi evangelismo. Nós somos a Igreja, nós que devemos Anunciar a Verdade, isso é evangelismo pessoal: aproveitar as oportunidades de maneira coerente. Pode ser que o taxista seja relativamente novo na fé, ou não tenha sabedoria para falar, não se sabe, não dá pra julgar.
    Agora que precisamos respeitar o outro é fato, mas isso não indica necessariamente concordar com o outro ou se calar.

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  4. Já fui evangélico, mas hoje como bom Católico e Místico, fico triste com esses pensamentos que tratam seres humanos como se fossem cabeças de gado, uns pertencem ao "porte x", outros ao "porte-y", uns são ateus, outros católicos, outros evangélicos, outros espíritas...etc. Quando os evangélicos aprenderem de fato (conseguirem absorver a idéia) do que É realmente Deus, e de como funciona o Universo, então, nesse dia, deixarão de ser evangélicos ("religiosinhos de meia tigela") e se tornarão Cristãos de verdade.

    Ficou ridículo aquele poema sobre a Dilma no meio do texto (Dilma que foi eleita em peso por evangélicos), ficou parecendo aqueles jornais dos tempos da ditadura, que colocavam receita de bolo de fubá no meio da notícia, para encorpar.

    E o que essa Sra. escreveu sobre os Católicos, prova que ela nada sabe sobre os Católicos (sabe somente aquilo que ela ouviu falar sobre), muitas bobagens, bobagens e bobagens. Não concordo com tudo que a Igreja Católica faz e já fez, porém, não se pode atirar todos os católicos debaixo do mesmo "julgo".

    E pior ainda, fazendo isso sem nenhum senso de proporção, nem o mínimo para saber que a vasta maioria, talvez 80% do crescimento evangélico no Brasil, não é conduzido por uma espiritualidade genuinamente Cristã, mas sim, por uma "Teologia da Prosperidade", que tem muito a ver com os lapsos de delírio de alguns sujeitos e com o Capitalismo, mas nada tem a ver com o Cristianismo Originário, até porque, todos os Pastores Midiáticos Brasileiros, são "pelegos" da Teologia da Prosperidade (Edir Macedo, RR Soares, Silas Malafaia, Waldomiro Santiago...etc.)

    Enfim, para explicar de forma muito clara e não precisar desenhar:

    - Primeiro ponto, a Bíblia ensina que o Adversário de Deus não possui poder para criar nada, porque, ele não possui acesso ao futuro (só Deus possui), então, se o adversário de Deus, não possui poder para criar nada - oh, dúvida cruel! - quem é que foi que criou os "Ateus", "Espíritas", "Umbandistas", "Assassinos", "Genocidas"...etc?!!!

    Segundo ponto, conforme o artigo dessa Sra., a Salvação não vêem por Obras (ponto questionável, há dezenas de debates teológicos seríssimos pelo mundo afora, por Teólogos Cristãos de grande prestígio, a respeito desse tema, embora é claro, o Edir Macedo, Silas Malafaia e Compania Ltda, não gostem de ler essas coisas, eles prefiram ler somente, "Bençãos Financeiras em 10 Lições"), então, sendo assim, desafio aos leitores desse blog, a provar Bíblicamente que a Salvação só vêem por aceitar Jesus no Púlpito, através das mãos de um Pastor (e nada mais que isso).

    Enfim, está consumado, provado está que os Evangélicos religiosinhos, além de precisar aprender a usar mais a imaginação, tentando equiparar a Fé com a dinâmica da Vida no Universo, precisam aprender também mais sobre a área da Linguagem chamada "Interpretação de Texto", para perceberem que existem diversas formas de se aceitar Jesus como Senhor e Salvador, e elas não se restringem a ir nos cultos aos fins de semana, muito menos, a nenhum procedimento Padrão Iso-14000-Evangélico.

    Há alguns séculos atrás, os católicos eram reconhecidos globalmente como "Cristãos Ignorantes" ("A terra é plana; A terra é o centro do Universo...etc"), mas ao longo dos séculos a Igreja Católica mudou muito, e mudou para melhor em muitos quesitos, mas não precisamos pensar muito para chegar a conclusão, de quem são os "Cristãos Ignorantes" do nosso tempo ("A Terra é o Dinheiro", "O Dinheiro é o centro do Universo", "Vá no culto do Domingo e já esteja no Céu na Segunda-Feira"...etc), precisamos???!!!

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